[email protected]çores trouxe comunicação digital de ciência ao arquipélago

Os promotores da maratona de programação informática [email protected]çores, que terminou quinta-feira à noite, fazem um balanço positivo do evento, que trouxe tecnologias digitais para comunicar ciência de forma apelativa.

Durante os cinco dias em que durou a ‘hackathon’ [email protected]çores, no Arquipélago — Centro de Artes Contemporâneas, na Ribeira Grande, os participantes foram desafiados a realizar instalações sobre aquacultura, tempestades solares, biomateriais, microfibras e espécies endémicas.

O objetivo, explicou o promotor Gustavo Magalhães, foi promover a comunicação científica para públicos não científicos, recorrendo às tecnologias digitais para criar conteúdos apelativos.

Os 22 participantes foram divididos em cinco equipas com elementos com experiências profissionais muito diversas, como cientistas, comunicadores de ciência, programadores, designers e artistas.

“Há um lado direto de valor que criamos aqui para os açorianos, para a comunidade açoriana, e para os participantes em particular, que é de formação. Trazemos cinco mentores, um por equipa, que trazem uma orientação muito importante para garantir que os projetos acontecem em tempo útil”, afirmou Gustavo Magalhães.

O projeto foi apoiado pelo Fundo Regional para a Ciência e Tecnologia, e insere-se “numa aposta firme do Governo dos Açores, nesta legislatura, relativamente às temáticas da educação para a ciência, da comunicação de ciência e da divulgação da cultura científica”, adiantou o diretor Regional da Ciência e Tecnologia, Bruno Pacheco.

“É neste contexto que o Governo dos Açores tem vindo a fazer várias apostas, entre as quais, o PACT (Plano de Ação para as Ciências e Tecnologias) e o [email protected], uma iniciativa que visa dar visibilidade à temática da comunicação de ciência e, com isso, atrair para esta área os holofotes e os interesses de pessoas que normalmente não estariam alinhadas com esta área”, afirmou o governante.

Da iniciativa resultaram cinco projetos, que comunicam a ciência de forma criativa com recurso a meios digitais, como o Aquatrófica, que explica como a introdução de diferentes espécies num sistema de aquacultura “promove a progressiva despoluição da água”, através de “uma experiência imersiva e interativa”.

Na exposição final da iniciativa estava também a “Space Weather”, uma “experiência imersiva sobre o impacto das tempestades magnéticas do sol através de imagens e vídeos reais”, “ScareLabels”, uma solução virtual sobre impacto das microfibras no ambiente e na saúde, a “BioMa”, sobre reaproveitamento de biomateriais açorianos e “#EndemicQuest”, que dá a conhecer espécies endémicas da região, recorrendo a tecnologia de realidade aumentada.

Embora tenham sido criados especificamente para o espaço onde estiveram expostos esta quinta-feira, os projetos vão manter-se através de páginas online autónomas.

O projeto EMERGENCE é promovido por Gustavo Magalhães e Tiago Gama Rocha.

Começou com um evento em Lisboa, e tem agora, nos Açores, a segunda edição, mas esta é “uma aposta de continuidade” e os dois promotores planeiam voltar ao arquipélago.