O Partido Socialista votou contra o Plano e Orçamento da Câmara Municipal da Ribeira Grande para o ano 2020. Não o fez por mero capricho político.

Fê-lo, porque há razões de facto para isso. Analisando o documento, chega-se, com grande facilidade, à conclusão de que é mais um adiamento perante as verdadeiras necessidades que o concelho da Ribeira Grande enfrenta.

É bem notória a ausência de uma estratégia clara para o desenvolvimento harmonioso de todo o concelho, ficando limitado a meras obras avulsas em algumas freguesias, mais as da sua cor política do que as outras, apesar do aumento substancial das receitas fiscais e do aumento brutal das taxas sobre a água e resíduos.

Existem várias questões que são prioridades estratégicas para a Ribeira Grande e que continuam por resolver. Desde logo, a revisão do Plano Diretor Municipal, que, supostamente, já deveria estar concluído em 2018 e que o executivo camarário já vai dando sinais de cansaço e de incapacidade para resolver. Contudo, e de acordo com o documento, em 2020 é que vai ser!!!… Estaremos cá para ver.

Quando se dizia que era preciso virar a cidade para o mar, e, passados 6 anos, não se vê nada de extraordinário nessa matéria. Mais, a continuidade do plano da Frente Mar só prevê a elaboração do projeto para o ano 2020, quando o mesmo já deveria estar concluído para permitir que a obra fosse concretizada de forma continuada, sem intermitências, com longos períodos de espera, adiando sucessivamente todos os impactos positivos que aquela infraestrutura trará para a Ribeira Grande.

Mas a “cereja no topo do bolo” é a rubrica de Promoção e Eventos. Penso que todos os ribeiragrandenses concordam com a promoção do concelho da Ribeira Grande.

Mas convenhamos, atingir o valor acumulado de 7 milhões de euros, em 2020, em festas e festinhas é demais! 7 milhões de euros dão para fazer muitas obras em muitas freguesias que são deveras importantes e seriam uma verdadeira contribuição para o desenvolvimento harmonioso de todo concelho.

Esse dinheiro é de todos os ribeiragrandenses e não pode ser gasto sem critério!