Emanuel Furtado: Política e afins – O Presidente no #EstudoEmCasa

Esta semana, o Presidente da República foi ao #EstudoEmCasa dar uma aula em direto sobre as intituladas “lições da pandemia”. Começou por identificar-se como professor, tendo referido que vinha também “matar saudades”.

Durante pouco menos de meia hora, discorreu sobre as 10 lições sobre a pandemia, não sem antes começar por tecer rasgados elogios a quem “pôs de pé” o projeto #EstudoEmCasa, bem como a todos aqueles que ajudaram e fizeram com que o país não parasse. “Foi um grande serviço ao país”, complementou o Presidente.

As lições abordaram temas como a importância da saúde e da vida, o facto de os mais fracos e mais carenciados serem os mais afetados, as distrações iniciais da Europa, a importância dos sectores de atividade que não deixaram parar o país, etc. No fundo, as 10 lições resumir-se-iam a 3 ou 4.

Mas mais do que as “10 lições”, Marcelo Rebelo de Sousa deu uma lição de vida. Uma lição de vida, porque consegue falar de assuntos complexos com uma enorme naturalidade e simplicidade, fazendo-se compreender por toda a gente. Mesmo por toda a gente.

Na sua mensagem aos estudantes, falou-lhes de responsabilidade, de crescer mais rápido, por via da pandemia, do orgulho de se ser português. Falou-lhes dos afetos, que é a sua zona de conforto e onde lhe valem os seus maiores trunfos. Falou para os que têm bons e maus resultados. Aos primeiros, fez o que deve ser feito: reforçar positivamente para que continuem a trabalhar. Aos últimos, foi mais condescendente, referindo-lhes que, na vida, há vitórias e derrotas, e muito se deve aprender essencialmente com as derrotas.

Marcelo voltou a demostrar o “animal político” que verdadeiramente é. Não deixa por mãos alheias as oportunidades que lhe vêm parar ao colo. A terminar o ano letivo, percebeu que tinha este momento para falar ao país. Desengane-se quem achar que falou só para as crianças e para os jovens. Falou para toda a sociedade! E não o fez por acaso. Fê-lo no momento mais crucial que podia haver: o final do ano letivo, em que todos os intervenientes, alunos, pais, encarregados de educação, professores, órgãos de gestão das escolas, a sociedade em geral, fizeram o melhor que poderia ser feito, dadas as circunstâncias.

Está garantida a reeleição.