Emanuel Furtado: Política e afins – O combate à pobreza e à exclusão social

Em junho de 2018, o Governo dos Açores aprovou a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e Exclusão Social, que vigorará por um período de uma década, isto é, até 2028 e que define quatro prioridades de intervenção, que têm como objetivo principal reduzir os níveis de pobreza nos Açores, bem como assegurar a coesão da Região como um todo. São elas:

Assegurar a todas as crianças e jovens, desde o início de vida, um processo de desenvolvimento integral e inclusivo; Reforçar a coesão social na Região; Promover uma intervenção territorializada; Garantir o conhecimento adequado sobre o fenómeno da pobreza na Região.

Das quatro prioridades atrás referidas, quero destacar a prioridade três: a da promoção de uma intervenção a executar de modo territorializado. Dentro desta prioridade, há a destacar a criação de uma rede de Polos Locais de Desenvolvimento e Coesão Social, que definiu cinco territórios que deveriam ser alvo de intervenção prioritária, com a criação de equipas multisectoriais para colocar em prática esta estratégia, e que vigorarão até 2021. Esses polos correspondem a quatro freguesias da ilha de São Miguel e uma da ilha Terceira. Em São Miguel, são as freguesias de Arrifes, Água de Pau, Fenais da Ajuda e Rabo de Peixe, estas duas últimas do concelho da Ribeira Grande. Esta escolha e distribuição deveu-se ao facto das suas populações apresentarem maiores fragilidades ao nível da pobreza e da exclusão social, tendo como objetivos o de garantir a articulação das respetivas respostas, de rentabilizar todos os recursos locais e de proporcionar a melhoria das condições de vida aos cidadãos desses territórios.

A título de exemplo, na passada semana, e no âmbito desses núcleos, esteve presente junto das comunidades de Rabo de Peixe e de Fenais da Ajuda, a carrinha “Girafa! Aqui vou eu!”, equipada com material lúdico-pedagógico, com o objetivo de apoiar os pais das crianças até 3 anos, nas brincadeiras que desenvolvem com os seus filhos, como forma de promover um desenvolvimento mais saudável e equilibrado das crianças e melhorar as relações afetivas entre ambos, proporcionando-lhes atividades que permitem estimular a curiosidade, a criatividade, a motricidade e a aquisição de linguagem das crianças.

Isso sim, é uma verdadeira estratégia de combate à pobreza e à exclusão!