Emanuel Furtado: Política e afins – De Belém até ao Corvo

Emanuel Furtado: Política e afins – De Belém até ao Corvo
Opinião: Emanuel Furtado (Polític...

 
 
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É do conhecimento geral que o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, optou, este ano, por passar a transição do ano velho para o ano novo, na ilha do Corvo, um dos “pontos mais longínquos do território do nosso Portugal”. Foi mesmo com esta alocução que começou a sua tradicional mensagem de ano novo, com um elogio aos Corvinos, em particular e aos Açorianos em geral, como não poderia deixar de ser e onde não faltou o tradicional banho de mar, logo pela manhã do primeiro dia de 2020.

Depois, abordou os temas que, para este ano, entendeu serem prioridades, em três níveis distintos: a nível mundial, a nível europeu e a nível nacional. Não obstante a importância dos temas mundiais e europeus, os temas nacionais afiguram-se, no meu entender, de extrema importância. São eles a saúde, o conhecimento, a segurança, a coesão e inclusão e o investimento.

Neste contexto, o Presidente apela ao trabalho, ao labor, ao empenho de todos para que seja possível concretizar todas essas prioridades. E, para isso, entende o Presidente que é necessário um governo forte, dialogante e concretizador, mas também uma oposição forte e alternativa, uma Justiça que não julga a destempo, uma Educação que deve servir de elevador social, bem como um Poder Local que deve ser garantia de mais investimento e de maior coesão social. No fundo, a primeira figura da Nação tem a expectativade um novo ciclo de esperança e de superação dos obstáculos com que nos confrontamos, com vários destinatários!

Esta passagem de ano, no mais distante e mais exíguo território do país, foi bem recebida por todos os portugueses, salvo uma ou outra excepção de um ou outro sector mais reaccionário ou mais ressabiado.

Marcelo Rebelo de Sousa faz aquilo que os portugueses gostam! Os portugueses gostam de estar junto de quem os representa e muitos agentes políticos não sabem ou não gostam de fazer este papel. Neste contexto, esteve bem Marcelo Rebelo de Sousa e esteve bem Vasco Cordeiro, que fez um exemplar papel de cicerone!

Caso para dizer que estamos bem representados!