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A TAP foi criada em 1945 por determinação do então secretário da Aeronáutica Civil, general Humberto Delgado, tendo começado, no ano seguinte, a sua atividade comercial com dois aviões DC-3 Dakota com capacidade para 21 passageiros, sendo, atualmente, uma companhia aérea de bandeira portuguesa, com operações no transporte de passageiros, carga e manutenção.

Depois de nos anos 90, as viagens da companhia terem sido quase exclusivamente efetuadas por aparelhos da Boeing, atualmente, compõem a frota da TAP mais de 100 aeronaves, quase todos aviões Airbus dos mais modernos, com uma idade média de aproximadamente 4 anos.

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O Grupo TAP conta com mais de 10500trabalhadores, transporta, anualmente, cerca de 80 miltoneladas carga, e voa para mais de 80 destinos em todo o mundo. Na última década, passou de 9,1 milhões de passageiros transportados para 17 milhões, no final de 2019.

Em 2018, ano do último relatório e contas aprovado, a empresa tinha um peso de 3,5 mil milhões de euros no Produto Interno Bruto português, ou seja, aproximadamente 2% da riqueza gerada nesse ano, detendo uma quota de mercado de cerca de 55% no aeroporto de Lisboa.

Além disso, a TAP foi um dos principais impulsionadores do crescimento do turismo em Portugal nos últimos anos, tendo contribuído decisivamente para o aumento de turistas provenientes dos EUA e do Canadá, sendo a principal responsável pela existência do Hub de Lisboa, que funciona com plataforma giratória entre a Europa e a América do Sul e do Norte. Sem a TAP, este Hub passaria para Madrid, num ápice, com um impacto brutal no turismo, para o país.

Não obstante, a TAP, na última década,acumulou prejuízos de mais de 800 milhões de euros, tendo sido exceção2017, ano em que obteve lucros na ordem dos 21 milhões de euros.

Por outro lado, a pandemia veio trazer constrangimentos à TAP que jamais alguém teria imaginado. O choque da pandemia expôs muitas das fragilidades da empresa, tendo sido obrigada a suspender 75 das suas 90 rotas. Só no primeiro trimestre de 2020, a companhia registou quase 400 milhões de euros de prejuízo, por via da pandemia.

Chegados aqui, estamos perante a seguinte situação: a TAP precisa de uma injeção de capital de 1200 milhões de euros para se salvar. Das duas, uma. Ou esse dinheiro é injetado na companhia ou declara-se falência. É possível ou mesmo aconselhável deixar “cair” a TAP? Estou certo que não! O prejuízo para o país, o prejuízo económico e social seria de tal ordem que, manda a prudência, devemos mesmo salvar a TAP, ainda que todos nós tenhamos de a pagar.

Para salvar a TAP, o Governo impôs algumas condições que estiveram sob avaliação pelos acionistas.

Caso não houvesse acordo, o Governo anunciou que a companhia seria nacionalizada.Ainda bem que imperou o bom senso.

Além do mais, é obrigatório repensar o paradigma de gestão da TAP.

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