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Miguel Costa destaca, em particular, a situação “incomportável” para os doentes que têm de se deslocar para o Faial e exorta o Governo Regional a não se demitir de acompanhar a situação e agir para mitigar os efeitos provocados pelo diferendo entre a empresa e os trabalhadores.

O deputado do Grupo Parlamentar do PS/Açores realça o “papel fundamental que a Atlânticoline desempenha no transporte marítimo de passageiros, muito em especial nas ligações entre as ilhas do Pico e do Faial”, considerando que os cerca de meio milhão de passageiros transportados “é bastante significativo e representativo da importância que a Atlânticoline tem para a mobilidade dos habitantes destas ilhas e para quem as visita”;

No entanto, para “além das questões laborais e turísticas”, Miguel Costa refere as deslocações necessárias por “razões de saúde”, uma vez que “para os habitantes da ilha do Pico, o Hospital de referência fica na ilha do Faial” o que leva à deslocação diária de “muitas as pessoas”.

Salvaguardando que “os trabalhadores da Atlânticoline têm toda a legitimidade para fazer greve”, como qualquer trabalhador, os seus efeitos não podem ser ignorados: “como já foi publicamente testemunhado, a situação está a ficar incomportável, particularmente para os passageiros mais vulneráveis, os doentes e seus familiares que são obrigados a deslocar-se diariamente da ilha do Pico para a unidade hospitalar do Faial”.

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Tendo em conta que a greve, iniciada a 1 de dezembro, não tem prazo para terminar e que “apesar de o Governo Regional já ter sido chamado a intervir na resolução do conflito”, mas essa “intervenção não ter resultado na esperada solução para pôr termo ao conflito”, os deputados do PS/Açores questionam o executivo regional sobre o que vai ser feito para proteger os Açorianos que estão a ser seriamente afetados.

Nesse sentido, importa que o Governo informe sobre “em que ponto de situação se encontra as negociações com os representantes dos trabalhadores, tendo em vista a revisão do respetivo Acordo de Empresa, uma vez que se arrasta no tempo os efeitos da greve?”.

No requerimento, os parlamentares também pretendem esclarecimentos sobre se o executivo “tem acompanhado a situação e conhece os transtornos que tem causado, especialmente aos habitantes da ilha do Pico que se deslocam diariamente ao Faial por motivos de saúde?”.

E, “não se vislumbrando quaisquer medidas mitigadoras desta situação, especialmente no que diz respeito aos doentes deslocados, se pensa este Governo, em tempo oportuno e com a urgência que se impõe, tomar medidas para acudir aos doentes que passam horas seguidas no terminal marítimo da Horta, depois da sua assistência hospitalar, muitos deles em condições débeis, até que sigam viagem no final da tarde para a ilha do Pico?”.

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