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O líder do CDS-PP/Açores, Artur Lima, disse hoje que “está na altura” de o Governo da República pôr a TAP a voar para o Pico e de resolver a questão do porto marítimo da ilha.

“O CDS também propôs, no ano passado, que a TAP retomasse os voos para o Pico. Essa proposta foi aprovada por unanimidade no parlamento e o Governo da República não lhe deu seguimento”, afirmou Artur Lima.

O presidente da estrutura regional dos centristas falava aos jornalistas no final de uma ação de contacto com a população da Madalena, no Pico, no âmbito das eleições regionais agendadas para 25 de outubro, na qual esteve acompanhado pelo líder nacional do partido, Francisco Rodrigues dos Santos, e pelo cabeça de lista pelo círculo daquela ilha, Tiago Cardoso.

“Está na altura de o Governo da República, socialista, por a TAP a voar para o Pico. É necessário aumentar a frequência e a TAP tem a frota ideal para a operação neste aeroporto. Enquanto não se aumenta o aeroporto, aumenta-se a frequência dos voos”, acrescentou Artur Lima, recordando que o Estado tem atualmente 73% da transportadora aérea.

Artur Lima, que é cabeça de lista do CDS pelos círculos da Terceira e da compensação, sublinhou a importância de um “plano de acessibilidades” às ilhas do triângulo: São Jorge, Pico e Faial, defendendo a necessidade de “resolver de uma vez por todas” a questão do porto marítimo do Pico, “há dezenas de anos por fazer”.

“É fundamental para o transporte de mercadorias dos Açores e aqui do triângulo”, acrescentou.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Nas eleições regionais açorianas existem nove círculos eleitorais, um por cada ilha, mais um círculo regional de compensação que reúne os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

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