A abrir o certame está um dos grandes destaques da organização para a quarta edição do festival Cordas, o luso-canadiano Remígio Pereira, que atua no Auditório da Madalena, mas pelo festival passam, também, nomes como Pieter Adriaans, Sonny Santos, Victor Castro, Marcos Fernandez e Sara Miguel.

O diretor artístico do festival, Terry Costa, destaca as atuações de artistas que trazem à ilha-montanha instrumentos que nunca por lá passaram, como a viola caipira do brasileiro Afonso Villasanti, que pode ser ouvida, na quinta-feira, na Gruta das Torres, ou a corá, que chega pelas mãos do guineense Braima Galissá, que atua na sexta-feira, no auditório da Madalena, com Michel William.

Novidade, também, é a cítara, que ganha protagonismo nas mãos de Andrew Cronshaw, artista britânico que sobe a palco com Ricardo Melo e Ana Medeiros, no sábado, no auditório da Madalena.

O festival foi criado “para celebrar a arte dos cordofones, seja através da música tradicional e clássica, seja através de música contemporânea” e inclui 20 eventos públicos, como a exposição “Violas e Portugal Intemporal”, de Fátima Madruga, patente até dezembro na Atlântico Teahouse, a exibição do filme “Onde está você, João Gilberto”, na quinta-feira, no auditório da Madalena, bem como sessões em escolas, masterclasses e conferências.

“A viola da terra – a viola dos dois corações – é a razão pela qual este festival foi construído, há quatro anos”, admite Terry Costa, explicando à agência Lusa que Raimundo Leonardes, da ilha de São Jorge, construiu um exemplar do instrumento tradicional dos Açores para o festival, que todos os artistas que por lá passam têm a oportunidade de tocar.

Para o encerramento, estão convidados “todos os tocadores de instrumentos de corda que queiram participar” numa desgarrada e na Chamarrita, música e baile tradicional, que termina com a Festa da Nêveda, uma planta silvestre que os picarotos utilizam na produção de licor e aguardente.

O evento acontece na MiratecArts Galeria Costa, “que é, basicamente, um quilómetro de arte no meio da natureza”, explica o diretor artístico.

O festival Cordas, organizado pela MiratecArts, figurou no Top 10 de festivais globais dos Transglobal World Music Chart Festival Awards de 2018, que posicionaram o certame em segundo lugar nas categorias de Melhor Festival Recente e Melhor Festival Pequeno/Médio.

Foi, também, incluído no Top 10 de melhores novos festivais dos Iberian Awards de 2017 e nomeado para as categorias de Melhor Festival Pequeno, Melhor Alinhamento, Melhor Programa Cultural e Melhor Promoção Turística, em 2018.