Diretor Regional do Ambiente salienta importância da transição da economia linear para um modelo circular de negócios

O Diretor Regional do Ambiente afirmou que “é preciso apostar numa nova tendência de gestão de recursos e dos negócios”, promovendo a ”transição da economia linear para um modelo circular de produção de bens e serviços”, no qual os materiais retornam ao ciclo produtivo ou à natureza, transformando os resíduos em potenciais subprodutos ou em outros materiais, para além da “reutilização, recuperação e reciclagem”.

“Um modelo de economia circular onde os ciclos de vida dos produtos são otimizados, desde a conceção e desenho, ao processo de produção, aos consumos e à gestão dos resíduos que não foi possível deixar de produzir”, salientou Hernâni Jorge, que falava na sessão ‘Como reduzir a pegada ecológica?’, no âmbito das sessões de educação para a cidadania promovidas pela Câmara Municipal da Lagoa, reforçando que os verbos da atualidade são “refletir, reduzir, reutilizar, reparar e reciclar”.

“As nossas ações e, sobretudo, os nossos hábitos de consumo causam impactos no planeta, pelo que é fundamental termos consciência disso e potenciarmos boas práticas”, sublinhou.

Segundo o Diretor Regional, não adquirir produtos que tenham impactos significativos sobre os recursos e o ambiente, evitar o desperdício, dar uma segunda vida aos materiais e reciclar são alguns exemplos de hábitos que devem ser implementados no dia-a-dia de todos.

“A pegada ecológica é o resultado da pressão humana sobre o planeta, o impacto do nosso modo de vida na natureza, ou seja, aquilo que uma pessoa ou a sociedade necessita para responder aos hábitos e exigências quotidianas”, referiu.

Na sua intervenção, Hernâni Jorge afirmou que já existe uma “vontade de fazer mais e melhor” para reduzir a pegada ecológica nos Açores, para que a Região possa vencer “os desafios da sustentabilidade”.

O Diretor Regional apontou o que tem sido feito para reduzir a pegada ecológica no arquipélago, desde logo com a existência da Rede de Áreas Protegidas dos Açores ou a implementação de políticas públicas de conservação da natureza, nomeadamente com os vários projetos LIFE a decorrer no arquipélago (Azores Natura, Vidália e Beetles), que correspondem a um investimento global de mais de 22 milhões de euros, e todo o investimento na redução da produção e tratamento de resíduos.

Neste contexto, o Diretor Regional aludiu também às diversas ações de sensibilização, através da Semana dos Resíduos, das campanhas dirigidas para as festas de verão ou Natal, ‘Diga não aos plásticos descartáveis’ e ‘Açores sem palhinhas’, de medidas de reutilização de têxteis, de redução do desperdício alimentar e separação dos resíduos e do consumo de sacos de plástico, bem como na diferenciação das tarifas aplicáveis aos sistemas municipais de recolha, em função das quantidades recolhidas seletivamente.