Diretor Regional das Comunidades defende criação de espaços para a promoção da interculturalidade

O Diretor Regional das Comunidades considerou, na ilha do Pico, ser essencial criar espaços de “divulgação da riqueza cultural existente nos Açores” através de iniciativas de promoção da interculturalidade.

“Os milhares de imigrantes residentes no arquipélago, a nossa significativa diáspora e os emigrantes açorianos que regressaram ao longo dos anos às ilhas constituem um património que deve ser sempre valorizado” afirmou Paulo Teves, que intervinha nas comemorações do Dia Internacional dos Migrantes, que decorreram na Casa do Povo da Criação Velha, concelho da Madalena do Pico.

Nesse sentido, sublinhou que essa valorização deve ser feita “não apenas na constatação da sociedade multicultural em que vivemos, mas também pelo contributo que conferem à existência de uma diversidade cultural que nos enriquece”.

Para o Diretor Regional, o sucesso dos processos migratórios consiste sempre na forma como o cidadão interage com a sociedade de acolhimento e no modo como participa na nova comunidade, sendo necessário, neste caso, que a integração seja plena.

Paulo Teves, director regional das comunidades

“A nossa prioridade é que os imigrantes que aqui residem e os açorianos que se encontram radicados pelo mundo estejam bem integrados e que participem ativamente nas suas sociedades”, frisou Paulo Teves, acrescentando que “quanto melhor for a integração, maiores serão as oportunidades que terão em diversas áreas, designadamente em termos profissionais”, destacando a importância dos cursos de Língua Portuguesa para estrangeiros, realizados anualmente na Região, promovidos pelo Governo dos Açores.

O Diretor Regional salientou ainda que esta plena integração “não representa um afastamento da sua terra de origem, mas amplia o reforço das relações entre as diversas sociedades”, porque “uma comunidade com voz é uma comunidade que é reconhecida e desempenha um importante papel no relacionamento entre regiões e países”.

“Neste sentido, é importante haver momentos em que nos podemos conhecer melhor, aprender uns com os outros, valorizando as nossas diferenças, mas também termos a capacidade de transmitir aos mais novos a importância do respeito pelo outro, independentemente de onde seja oriundo”, concluiu Paulo Teves.

As comemorações do Dia Internacional dos Migrantes, proclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2000, em que participaram imigrantes e emigrantes açorianos regressados residentes na ilha do Pico, contaram com uma sessão de contos populares de vários países e diversas atuações musicais.

Segundo dados do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, residem nos Açores cerca de 3400 imigrantes de 82 nacionalidades, sendo que 400 residem na ilha do Pico, na sua maioria oriundos de Cabo Verde, Brasil, Alemanha, Itália e China, num total de 40 nacionalidades diferentes.

GaCS/DRCom