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O diretor regional da Mobilidade dos Açores assegurou hoje que não há rutura de bens na ilha das Flores e que o navio tem atracado sempre que a meteorologia permite.

“O porto das Flores, depois do [furacão] Lorenzo, ficou um pouco mais fragilizado, mas continua a haver operação, não às vezes no dia em que é previsto, mas logo na semana seguinte ou no dia seguinte em que seja possível é reposta a normalidade”, afirmou o diretor regional da Mobilidade, Rui Coutinho, em declarações à agência Lusa.

O BE/Açores alertou hoje para dificuldades de abastecimento marítimo à ilha das Flores, decorrentes dos estragos provocados pelo mau tempo, em dezembro, no porto das Lajes, o único porto comercial da ilha, que foi destruído pelo furacão Lorenzo, em 2019.

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“O navio que assegura o abastecimento de mercadorias à ilha das Flores não tem conseguido acostar, o que tem provocado insatisfação e desespero nos comerciantes da ilha das Flores”, com “consequências económicas e sociais para a comunidade”, refere o Bloco num requerimento enviado hoje ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM).

Questionado pela Lusa, o diretor regional da Mobilidade disse que os constrangimentos “sempre existiram quando o mar está mau”.

“É certo que aquele molhe está mais fragilizado, fruto do furacão Lorenzo, mas sempre que é possível opera lá o navio”, salientou.

Rui Coutinho disse o executivo açoriano “tem feito tudo por tudo para garantir que a ilha é abastecida na sua plenitude”, recorrendo ao navio “Thor”, contratado para abastecer a ilha do Corvo, e a navios de maior dimensão.

Na quarta-feira, está prevista uma operação do navio “Monte Brasil”, da Transinsular, que, segundo o diretor regional, deverá conseguir acostar, “porque o tempo está bom”.

“Tem sido possível fazer chegar lá os bens mais perecíveis (legumes, congelados) e na semana seguinte tem operado o navio que não conseguiu operar na semana anterior”, sublinhou.

No requerimento, os deputados do BE/Açores perguntam se está “prevista alguma intervenção provisória no que resta do antigo molhe que servia de proteção ao interior do porto”.

Questionado pela Lusa, Rui Coutinho disse que o executivo açoriano já solicitou à Portos dos Açores, empresa que gere os portos da região, que encontre, junto com os projetistas responsáveis pela obra, “uma solução de emergência para tapar uma zona que fazia alguma proteção”, mas ainda não obteve resposta.

Quanto à hipótese levantada pelo BE de o Governo Regional “fretar um navio, com as características necessárias à situação atual desta infraestrutura, para o abastecimento da ilha das Flores”, o diretor regional da Mobilidade alegou que não se coloca neste momento.

“Para já não é solução, porque nós temos conseguido abastecer durante o inverno a ilha das Flores. Se não é logo no dia, é dois dias depois ou na semana seguinte. Não tem havido rutura na ilha”, justificou.

A passagem da depressão ‘Efrain’, em dezembro do ano passado, provocou nos Açores dezenas de ocorrências, nomeadamente no porto das Lajes das Flores, cujo molhe já tinha ficado destruído na sequência da passagem do furacão Lorenzo, em 2019.

Em 21 de outubro de 2022, a operacionalidade do porto das Lajes das Flores foi reposta com a primeira atracação do navio ‘Monte da Guia’ na nova ponte-cais, entretanto construída.

O projeto do porto para repor “definitivamente” a capacidade portuária da infraestrutura das Lajes das Flores tem previsão de lançamento de procedimento concursal no primeiro trimestre deste ano e a obra deverá ficar concluída até final de 2028.

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