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A direção regional dos Assuntos Culturais vai promover no domingo, na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios da Fajãzinha, na ilha das Flores, o concerto “Música, Mar e Flores”, no âmbito da temporada cultural de 2022.

A iniciativa contará com a participação da Filarmónica União Operária e Cultural de N.ª Sr.ª dos Remédios, do Coros da Ilha das Flores, do barítono José Corvelo e de José Carneiro, na viola da terra, entre outros artistas.

De acordo com uma nota de imprensa, o Coros da Ilha das Flores interpretarão os temas Chamateia, Torna a Surriento e Santa Lúcia, conjuntamente com o barítono José Corvelo e acompanhados pela filarmónica, pelo violinista Jacinto Neves e por José Carneiro, na viola da terra.

São convidados do concerto Hélder Bettencourt, clarinetista, maestro e compositor da ilha do Pico, e Francisco Santos, natural da ilha Terceira, na tuba.

A Viagem ao Mar, de Hélder Bettencourt, dará início ao espetáculo, no âmbito do qual uma criança “entra no oceano e descobre que consegue falar com todas as criaturas que lá habitam e com elas entra em aventuras e novas descobertas”, lê-se na nota.

A viagem é inspirada na epopeia de Diogo Teive, que em 1452 realizou duas viagens de exploração do mar a oeste dos Açores, tendo este, com o seu filho, João de Teive, descoberto as ilhas das Flores e do Corvo no regresso da sua segunda viagem.

“Esta obra vem levar-nos a navegar conjuntamente com Diogo Teive e os seus marinheiros, através de sonoridades descritivas e impactantes que nos transmitem a aventura, o mistério e a grandiosidade dos monumentos naturais encontrados nestas ilhas e na viagem até a sua descoberta”, é ainda referido na nota da direção regional dos Assuntos Culturais.

A obra, que pretende assinalar os 570 anos da descoberta das ilhas das Flores e do Corvo, “inicia-se envolta em grandes mistérios oceânicos e das brumas que tanto caracterizam o arquipélago dos Açores”, sendo que “ao levantar âncora, pode-se ouvir a temática da aventura e o ranger do casco a rasgar nas ondas”, é acrescentado no comunicado.

O programa, é referido, terminará com Fajãzinha, uma marcha da autoria de Francisco Santos, sendo que “a composição procura marcar a contemporaneidade, a música executada de forma simples, descontraída, nomeando um lugar que serve de sede à banda filarmónica”, mas que é, “simultaneamente, vivência de som e melodia”.

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