Diagnóstico, terapêutica e inovação são áreas privilegiadas no orçamento da Saúde

A proposta de Plano e Orçamento para 2020 prevê um montante adicional de 9,5 milhões de euros que deverão ser alocados ao “acesso a meios complementares de diagnóstico e terapêutica, à acessibilidade e deslocação de utentes e à inovação terapêutica”, afirmou hoje, na Horta, a Secretária Regional da Saúde.

Teresa Machado Luciano, em declarações no final de uma audição na Comissão de Assuntos Sociais da Assembleia Legislativa, garantiu ainda que “até junho de 2020, todos os utentes terão médico de família”.

A Secretária Regional salientou que, para “tratar ainda melhor e com mais humanização os utentes”, deverão estar concluídas até ao final de 2020, as obras de reabilitação dos centros de saúde das Velas, em S. Jorge, das Lajes do Pico e de Santa Cruz das Flores, do Hospital da Horta e do Serviço de Urgência do Hospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, bem como a construção do Centro de Saúde da Horta.

Relativamente à produção cirúrgica, a titular da pasta da Saúde assegurou que se manterá o esforço de recuperação das listas de espera, através dos Planos Urgentes de Cirurgias (CIRURGE) e do Vale Saúde.

Teresa Machado Luciano referiu que o número crescente de entradas em lista de espera resulta do aumento de consultas, pelo que o mais importante é cumprir o tempo clinicamente aceitável.

A inovação terapêutica é outra área que vê o orçamento crescer, procurando-se garantir o acesso aos utentes, em contexto de acelerada evolução da medicina, quer em áreas de grande inovação, quer em áreas de forte componente de investigação, como é o caso das doenças raras.

Está previsto um montante de cerca de 320 milhões de euros para a área da Saúde em 2020.