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O Dia da Viola da Terra é assinalado em São Miguel, nos Açores, com um “concerto inédito” no Centro de Artes Contemporâneas, com base “no repertório tradicional” do instrumento e adaptação “a novas sonoridades”, foi hoje anunciado.

O espetáculo realiza-se no Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e é promovido pela Associação de Juventude Viola da Terra e intitulado “Duos de Viola”.

Segundo um comunicado da associação, em palco estarão três grupos: os Duo Cordibus (ilha Terceira), Projeto Engengroaldenga (de Santa Maria) e Duo Toadas ( São Miguel), todos com “abordagens muito próprias à Viola da Terra, com base, sempre, no repertório tradicional mas, também, com novas sonoridades, adaptação de repertório de outros instrumentos e a conjugação com projeção de vídeo”.

O concerto, que decorre pelas 18:30 locais (19:30 em Lisboa) terá a duração aproximada de 70 minutos e será de entrada livre, segundo a associação.

A par deste evento, a associação está a preparar sessões de sensibilização nas escolas, sobre a viola da terra, que “envolvem, sempre, a experimentação do instrumento”.

As comemorações do dia da viola da terra iniciaram-se em 2019, como forma de ser criado um dia em torno da valorização do instrumento tradicional.

As comemorações são promovidas pela Associação MiratecArts (Pico), Sons do Terreiro – Associação Cultural (Terceira) e pela Associação de Juventude Viola da Terra (São Miguel), contando também com iniciativas de outros músicos em várias ilhas dos Açores.

A edição de 2022, em São Miguel, é produzida pela Associação de Juventude Viola da Terra e conta com a coprodução do Arquipélago – Centro de Artes Contemporâneas e com o apoio do Governo dos Açores.

A viola da terra teve origem no século XVIII e “sobreviveu graças ao povo”. Tem a caixa em forma de oito e tem 12 cordas: três ordens duplas (seis cordas mais agudas organizadas aos pares) e duas ordens triplas (outras seis cordas graves e organizadas em conjunto de três).

O instrumento é também conhecido como viola de arame ou viola de dois corações, sendo semelhante ao violão, mas de dimensões mais pequenas.

No passado, a viola da terra fazia parte do dote do noivo e o seu lugar na casa durante o dia era em cima de uma colcha axadrezada, como adorno do quarto do casal, assumindo, desde o povoamento do arquipélago, um lugar de destaque nos festejos, bailes, cantorias e serões.

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