Descrever os Açores como uma Região pobre é desvalorizar todos os progressos que já foram alcançados

Renata Correia Botelho

“Temos um problema de pobreza localizada que enfrentamos destemidamente”, garantiu Renata Correia Botelho, recusando a imagem dos Açores como uma “Região pobre”, que alguma oposição tentou fazer passar, esta terça-feira, no debate em Plenário sobre Pobreza e Exclusão Social. A deputada do Grupo Parlamentar do PS/Açores realçou que há “focos de pobreza muito claros”, dando como exemplo o que se verifica no concelho da Ribeira Grande: “é o concelho que lidera os focos de pobreza da nossa Região”.

Para além de uma pobreza localizada, Renata Correia Botelho também alertou para os problemas resultantes dos baixos salários que são praticados em alguns setores de atividade como o turismo e as pescas, por causa da chamada economia informal: “Também aqui é preciso fazer um apelo, a todos, é preciso fazer um apelo ao patronato – o problema não pode ser só resolvido pelo Governo Regional -, é absolutamente abusivo achar que o Governo Regional tem nas mãos a resolução de matérias que passam pelos patrões”.

Renata Correia Botelho elogiou os proponentes da interpelação pela “seriedade com que quiseram trazer a debate este problema”, realçando a concordância que existe entre PS e CDS em torno da importância da “Educação” como “o caminho a fazer” para combater a pobreza. No entanto, a deputada do PS/Açores condenou a “pura hipocrisia política” do PSD cujas “políticas de empobrecimento” ainda estão na memória de muitos.

Em relação às políticas do Partido Socialista, Renata Correia Botelho realçou o que tem sido feito nos Açores, ao nível, por exemplo, da “cobertura de creches e amas – cresceu 152% em 20 anos”, em relação às respostas para as pessoas portadoras de deficiência, onde os crescimentos foram na ordem dos 343%, porque “as pessoas deixaram de estar em casa, fechadas em casa, deixadas à sua sorte, entregues a familiares que não tinham como ou onde tratar delas” e em relação ao abandono escolar afirmou: “já não há crianças a trabalhar aos 10 anos, aos 10 anos a crianças estão na escola”.