Descobrimentos em discussão na Fundação Sousa d’Oliveira

A primeira sessão do ‘Clube de História’ de 2019, promovido pela Fundação Sousa d’Oliveira desde Setembro de 2018, contou com a intervenção do especialista João Paulo Oliveira e Costa, professor catedrático da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.

O historiador convidado fez uma breve digressão pela História dos Descobrimentos e Expansão Portuguesa, tendo refletido acerca da visão própria dos portugueses desse passado, bem como dos próprios povos recetores dos descobridores, e a sua perspetiva hoje da História comum.istória dHis

João Paulo Oliveira e Costa refere que, numa análise do impacto dos Descobrimentos nas mentalidades contemporâneas “não nos podemos limitar a ler o que escrevemos e o que os outros escrevem: é essencial ir para o terreno, para podermos ver como pensam as pessoas em geral e não apenas as elites intelectuais, que mais tempo passaram na Europa que em África”.

O investigador, que é também Diretor do CHAM – Centro de Humanidades (partilhado pela Universidade Nova de Lisboa e Universidade dos Açores), referiu-se aos Açores e à Madeira como tendo não só sido essenciais para o processo dos Descobrimentos, mas também como seus intervenientes diretos desde cedo. “Os Açores e a Madeira foram atores dos Descobrimentos. Desde cedo que açorianos e madeirenses partiram para todas as partes do Império, com eles levando o seu valor e dinâmica culturais”.

A intervenção do convidado da Fundação Sousa d’Oliveira terminou com uma análise a um conjunto de fotografias, captadas pelo interveniente, nos vários lugares do antigo Império Português, através da qual foi esclarecido o ponto de vista atual dos naturais acerca dos portugueses e da sua diáspora mundial.

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