Segundo uma nota de imprensa do PPM/Açores, a lista entregue no Tribunal de Ponta Delgada contempla como efetivos o advogado Manuel São João, a escriturária Anabela Ferreira, o professor universitário Tomás Dentinho e professor do ensino básico Edgardo Madeira.

As “linhas força da candidatura” passam pela defesa “de forma competente, empenhada e independente dos interesses dos Açores”, recordando-se que os partidos regionais “estão proibidos na República Portuguesa, algo que não sucede em nenhum outro país da Europa Ocidental”.

“A candidatura do PPM/Açores funcionará na mesma lógica dos partidos regionais. Não estará submetida a nenhuma disciplina partidária a nível nacional. Decidirá sempre o seu sentido de voto e as suas iniciativas de acordo com os superiores interesses dos Açores, que se sobreporão a todos os outros, seja qual for a sua natureza”, referem os populares monárquicos.

O PPM/Açores propõe-se “reativar o processo de construção e evolução do autogoverno açoriano”, uma vez que a liderança socialista de Vasco Cordeiro “matou o processo autonómico”.

“Existe atualmente um retrocesso no exercício da autonomia política dos Açores, exatamente no momento em que o PS aposta na descentralização e no aumento das competências das ‘regiões’ do território continental. O PPM apresentará um ambicioso projeto de evolução do modelo autonómico, que dotará os Açores de novas e vastas competências”, defende aquela força política.

Considerando que desde que os socialistas “colonizaram a administração pública regional e colocaram sobre o seu domínio político vastos sectores sociais e económicos não se vive em democracia nos Açores”, o PPM/Açores refere que “a liberdade dos cidadãos está coartada na região”.

Para aquela força política, as instalações do Estado, o quadro de pessoal dos serviços na região e os seus respetivos planos de ação no território regional “estão votados ao mais completo desleixo e abandono”, estando “tudo submetido a sucessivos exercícios de suborçamentação”.

O PPM “recusa em absoluto” que os Açores se possam transformar num “local de disputa geopolítica” entre os Estados Unidos e a China e “não querem que um ou mais portos dos Açores fiquem sob jurisdição da ditadura comunista chinesa até ao final do século”.

O partido quer os Açores “sinalizados como território especialmente vulnerável às alterações climáticas” e vai defender um pacote financeiro de emergência para enfrentar a “enorme dimensão da crise social nos Açores”, algo “sem comparação no resto do território nacional”.

O PPM pretende propor na Assembleia da República, o reforço dos meios para assegurar a mobilidade dos açorianos por via aérea e marítima e “exigirá que a TAP assegure as ligações aéreas que a SATA já não consegue assegurar”.