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O deputado único do Chega no parlamento dos Açores, com quem o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) tem um acordo de incidência parlamentar, manifestou hoje a intenção de “garantir a estabilidade política através de um compromisso” para “um futuro melhor”.

“Daqui para a frente temos de ter uma palavra de esperança. Estamos aqui para garantir a estabilidade através de um compromisso, para que o futuro seja melhor”, afirmou José Pacheco.

O parlamentar falava na intervenção de abertura do debate sobre o Plano e Orçamento regionais para 2023, no plenário que hoje começou na Assembleia Legislativa, na cidade da Horta, ilha do Faial.

“Fazendo, errando, refazendo, mas tentando. Isto é que é o plano para os próximos tempos”, observou.

Pacheco defendeu ainda a necessidade de se “gerir as verbas” disponíveis por uma “boa gestão do dinheiro público”.

“Ouvi grandes críticas ao endividamento zero. Na nossa lógica, temos de travar o endividamento. É isto que os açorianos têm de perceber – tem de haver uma boa gestão dos dinheiros públicos”, indicou.

O parlamentar observou também que “Roma e Pavia não se fizeram num dia”.

“Não esperem que isto se faça de um dia para o outro. Não está o Chega satisfeito com tudo neste orçamento, mas o caminho faz-se caminhando”, afirmou o deputado.

José Pacheco disse ainda que “há coisas” que o partido vê “com agrado”, nomeadamente nas áreas sociais, notando “o passo que o governo deu numa altura difícil e que vai ficar mais difícil”.

Referindo-se às creches gratuitas para todos os escalões de rendimentos, uma medida prevista no orçamento regional para 2023, o deputado do Chega diz que o que o preocupa “é a prioridade [de acesso] nas creches gratuitas”.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou hoje a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

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