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Os CTT esclareceram hoje que a proposta de compromissos apresentada à Autoridade da Concorrência (AdC) “contribui para promover a concorrência” e “está de acordo com princípios de transparência e de adequação à procura”.

A AdC anunciou hoje que os CTT vão alargar aos concorrentes o âmbito da oferta de acesso à rede postal dos Correios de Portugal, segundo um conjunto de compromissos apresentados em 22 de dezembro.

Num esclarecimento hoje enviado, os CTT recordam que em “novembro de 2014 um operador apresentou uma queixa na Autoridade da Concorrência, tendo a mesmo aberto inquérito e emitido uma nota de ilicitude em agosto de 2016, tendo posteriormente sido efetuadas diligências complementares de prova”.

Os Correios de Portugal “consideraram sempre não existir qualquer violação de concorrência nas condições de acesso à rede postal” e “mostraram-se ainda assim disponíveis, desde o início, para aperfeiçoar as ditas condições de acordo com determinados princípios de integridade e eficiência”.

E “foi neste contexto e na sequência de conversações com a Autoridade da Concorrência que os CTT, indo ao encontro das suas preocupações apresentaram, em 22 de dezembro passado, os termos do alargamento da sua oferta de acesso à rede para outros operadores postais licenciados no pressuposto de que a sua conduta não infringira as regras de concorrência”, prosseguem.

“A proposta ora apresentada contribui para promover a concorrência e vem ao encontro desse objetivo” e “está de acordo com os princípios de transparência e de adequação à procura, facilitando o acesso de novos operadores em termos compatíveis com a sustentabilidade do serviço universal”, concluem os CTT.

Ao todo, são cinco os compromissos apresentados pela empresa que é liderada por Francisco de Lacerda, entre os quais o “alargamento dos serviços de correio abrangidos na oferta de acesso, nomeadamente o Serviço Editorial Nacional, o Serviço Prioritário Nacional e o Serviço Registado Nacional”, bem como a “introdução de novos pontos de acesso à rede postal dos CTT, mais a jusante na cadeia de distribuição postal”, o que inclui “centros de produção e logística de destino e um conjunto alargado de lojas CTT (com exceção do Serviço Base Nacional com peso até 50 gramas)”.

Outro dos compromissos, segundo a AdC, é a “introdução de prazo de entrega mais rápido no caso do acesso através das lojas CTT para o Serviço de Base Nacional com peso superior a 50 gramas e Serviço Editorial Nacional” e ainda a “possibilidade de um operador concorrente poder realizar tarefas de tratamento adicionais, nomeadamente a separação do correio por zona de distribuição do centro de distribuição postal e por artéria”.

Os CTT – Correios de Portugal comprometem-se ainda a ter um “tarifário de acesso à rede inferior ao praticado aos clientes finais, com preços diferenciados consoante o ponto de acesso, serviço de correio e tarefas de tratamento realizadas pelo operador concorrente”.

A partir de hoje, os compromissos apresentados pelos CTT vão estar em consulta pública por um período de 20 dias úteis, sendo que, posteriormente, “haverá lugar a uma decisão final na qual a AdC terá em conta as observações apresentadas pelos interessados”.

Em 13 de fevereiro de 2015, a AdC abriu um processo de contraordenação contra os CTT por indícios de infração às regras de concorrência, adotando em 12 de agosto de 2016 uma nota de ilicitude (comunicação de acusações).

A investigação feita na altura pela AdC “identificou a existência de um conjunto de preocupações jusconcorrenciais relacionadas com o acesso à rede de distribuição de correio tradicional dos CTT por operadores postais concorrentes”.

Perante a necessidade de os operadores postais concorrentes acederem à rede de distribuição postal dos Correios para poderem prestar serviços de correio tradicional a clientes empresariais, a AdC “considerou, a título preliminar, que o comportamento dos CTT poderia potenciar um efeito restritivo da concorrência, por criar obstáculos ao desenvolvimento de uma concorrência efetiva no mercado de correio tradicional”.

Foi nesta sequência que os CTT apresentaram o conjunto de compromissos sujeitos a consulta pública. Os resultados da mesma serão publicados na página eletrónica da Autoridade da Autoridade da Concorrência.

Os CTT empregam 12.149 pessoas, dos quais 11.702 em Portugal, país onde opera uma rede de 4.297 lojas, das quais 615 próprias, 1.724 em parceria, 1.958 postos de venda de selos, a que se juntam 4.202 agentes Payshop.

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