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Depois da experiência inédita que decorreu no início de abril, a Confraria do Butelo e da Casula de Bragança voltou, recentemente, às Furnas para repetir a confeção do seu cozido no solo vulcânico, trazendo consigo, para saborear esta prova, 50 elementos de 9 Confrarias, de várias regiões do continente e do arquipélago açoriano.

O cozido foi confecionado com típicas carnes do Norte e as casulas (feijão que é colhido ainda na vagem quando o grão está bem formado, mas ainda não seco. É partido e colocado ao sol para secar durante vários dias). Depois de demolhadas, as casulas foram acompanhar as carnes no tacho à temperatura do vapor e do calor do interior da terra vulcânica.

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O prato à moda de Bragança tem a singularidade de ser confecionado só com as várias carnes de suíno, conforme manda a tradição. É constituído pelo butelo, que é um enchido de porco feito com o estômago (bucho) e a bexiga do animal e recheado com cartilagem das vértebras, do próprio rabo do porco, costelas e alguma carne. O prato acompanha ainda pernil, orelheira, focinheira, chouriça da bucheira e batata. O Butelo com cascas é a ementa típica do almoço do domingo gordo e no Dia de Carnaval, nesta região do país, e ainda muitas vezes durante a época de inverno.

O balanço desta degustação não poderia ser mais positivo. Os confrades ficaram rendidos aos sabores apurados que o interior da terra conferiu às carnes e ao respetivo acompanhamento. A opinião foi unânime de que o cozido à moda de Bragança fica ainda melhor quando confecionado no vapor do solo vulcânico.

Este novo convívio permitiu ainda uma troca de saberes e sabores entre locais e confrades que tiveram a oportunidade de dar a conhecer o cuscuz doce da sua terra e saborear algumas iguarias que foram confecionadas na zona dos cozidos, designadamente o bolo de laranja e o arroz doce.

Este encontro, que pretende ter continuidade no próximo ano, contou com o apoio da Câmara da Povoação, Junta de Freguesia de Furnas e Sociedade Harmónica Furnense.

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