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O primeiro ministro, António Costa, destacou hoje o “reforço bastante significativo” previsto no próximo quadro comunitário para a investigação e a ciência, afirmando ser “essencial que a Europa continue a ser o motor da economia global”.

A proposta de “aumentar 25%” a verba destinada à ciência é “essencial para que Europa continue a ser motor da economia global” e para que seja capaz de “estar na linha da frente”, disse António Costa, esta tarde, no i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde do Porto, no âmbito da visita que a chanceler alemã, Angela Merkel, está a fazer a Portugal.

Para o primeiro-ministro, a Europa tem de ser capaz de afirmar os seus valores essenciais, como a liberdade, a possibilidade de unir, circular e abrir fronteiras, e a criação do i3S só foi possível porque o projeto que uniu três institutos recebeu 85% de financiamento da União Europeia.

“Queixamo-nos da Europa, cada um de nós já teve motivos para se queixar, mas a Europa é a demonstração de que a solidariedade é possível”, frisou, recordando que existem profissionais de 34 nacionalidades diferentes no i3S.

O primeiro-ministro considerou também “importante” que os centros de inovação e ciência não estejam concentrados, “porque o conhecimento exige a mobilização de todos”.

“[O conhecimento] produz-se em todo o sítio, produz-se de forma descentralizada e trabalhando em rede”, sustentou, reafirmando a importância de se investir “cada vez mais” na ciência.

António Costa afirmou que “o conhecimento não é de ninguém”, sendo posto à disposição de todos e é isso que permite “fazer ciência ao melhor nível global”.

“Se cada um dos centros de inovação [que existem] o fizer, seguramente a Europa, no seu conjunto, irá beneficiar”, concluiu.

O chefe do Governo justificou a escolha de incluir o i3S nesta visita de Merkel a Portugal com o facto de este centro ser “a demonstração do espírito europeu, um espaço aberto ao que é mais importante no futuro da Europa”, que é o conhecimento.

A chanceler alemã iniciou hoje uma visita a Portugal com um programa centrado na tecnologia e investigação, tendo visitado ao início da tarde à multinacional alemã Bosch de Braga.

Depois deste primeiro dia em que Angela Merkel está no norte de Portugal, na quinta-feira, deslocar-se-á a Lisboa, onde é recebida ao início da manhã pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, no Palácio de Belém.

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