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O secretário-geral do PS defendeu hoje que o sistema de Segurança Social está a ganhar sustentabilidade, registando-se um aumento nas contribuições superior à criação de emprego, o que traduz uma subida do nível salarial.

Uma posição assumida por António Costa em entrevista ao jornal digital diário Ação Socialista, o órgão oficial do PS, que foi conduzida pela jornalista Maria Elisa e que se centrou em temas como o emprego, a Segurança Social, a saúde e a educação.

Na entrevista, o primeiro-ministro defendeu que Portugal, ao longo dos últimos dois anos, tem criado “mais e melhores empregos”, sendo na sua “maioria contratos sem termo e a tempo inteiro”.

“Isso tem tido um efeito direto na sustentabilidade da Segurança Social. Uma das razões que explicam os saldos positivos dos últimos anos – este ano, pela primeira vez, o Orçamento do Estado não vai ter de fazer um reforço extraordinário das suas dotações – tem a ver com o facto de haver menos subsídios de desemprego e mais contribuições”, apontou o secretário-geral do PS.

Ou seja, de acordo com António Costa, Portugal está a ter um sistema de Segurança Social “mais sustentável para o futuro”.

“Se dermos conta que as contribuições para a Segurança Social estão a crescer mais do que a criação de emprego, percebemos então que também o nível salarial tem estado a aumentar”, advogou ainda o líder socialista.

No capítulo da educação, o primeiro-ministro defendeu que a taxa de abandono escolar, apesar de elevada, na ordem dos 12,6 por cento em 2017, está em queda, e apontou como objetivo nacional uma taxa de dez por cento em 2020.

Ainda em matéria de políticas educativas, António Costa considerou essenciais medidas para a eliminação de desigualdade no acesso ao Ensino Superior de estudantes provenientes de cursos profissionais, assim como a existência de flexibilidade curricular.

Confrontado com as queixas existentes em relação ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde, o primeiro-ministro voltou a alegar que muitas das questões atualmente existentes resultam de “um desinvestimento cumulativo ao longo de vários anos”.

“O esforço de recuperação agora requerido é muito grande”, respondeu, embora sustentando que há neste momento mais profissionais de saúde no sistema e que se estão a realizar mais consultas e mais intervenções médicas.

Na entrevista, o primeiro-ministro foi igualmente confrontado com o teor do último relatório elaborado pelo Conselho de Europa sobre os níveis de violência policial e nas prisões portuguesas – um ponto em que deu respostas cautelosas.

António Costa referiu que foi já no passado ministro da Justiça e da Administração Interna, épocas “em que os relatórios eram bem piores” para Portugal.

O secretário-geral do PS salientou que as prisões “são espaços difíceis, onde há muitas tensões” e defendeu que “os casos ocorridos em esquadras são cada vez mais episódicos”.

“Mas temos um grande desafio relativo à melhoria da qualidade dos estabelecimentos prisionais”, acrescentou.

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