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O Conselho Económico e Social dos Açores (CESA) recomendou hoje ao Governo Regional criar um instrumento que disponibilize, “de forma regular e atualizada”, informação “de todos os fundos comunitários à disposição da região”, no próximo programa de apoios.

Em comunicado, o presidente do CESA, Gualter Furtado, indica que, em reunião plenária, o organismo aprovou por unanimidade recomendar “a conceção e implementação de um mecanismo/instrumento que possibilite à Administração Pública Regional elaborar e disponibilizar, de forma regular e atualizada, informação agregada de todos os fundos comunitários aplicados na RAA [Região Autónoma dos Açores], promovendo, sempre que possível, a sua harmonização com as fontes nacionais”.

O CESA recomenda, também, a “recolha e disponibilização de indicadores que permitam avaliar o impacto” da aplicação dos fundos na região “e, se possível, por ilha, em variáveis como o Emprego, Produto Interno Bruto e Comércio Externo, bem como a Educação, Pobreza e Saúde”.

Para o próximo programa de apoios, o CESA defende “a priorização das atividades que equilibrem a balança de pagamentos da Região Autónoma dos Açores, nos setores primário, secundário e terciário”.

O CESA decidiu ainda convocar “uma reunião urgente da Comissão Permanente de Concertação Social” do organismo para avançar com “propostas concretas” face ao “impacto da inflação na economia e nas famílias”.

O presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, disse hoje que o executivo regional (PSD/CDS-PP/PPM) está disponível para receber contributos dos parceiros sociais para mitigar os efeitos do aumento da inflação.

Questionado pelos jornalistas sobre se o Governo Regional prevê implementar alguma medida para combater as consequências do aumento da inflação, José Manuel Bolieiro considerou que a “concertação social é uma bela oportunidade” para “refletir sobre os impactos e soluções” acerca da evolução da inflação.

“Estamos sempre disponíveis para essa aportação, sendo que, como se viu, há sempre esse ‘delay’ [atraso] porque a taxa de inflação nos Açores é inferior à média nacional”, afirmou, falando à margem do I Encontro Consular em Ponta Delgada.

Na quarta-feira, a UGT/Açores exigiu aumentos salariais que permitam repor o poder de compra dos trabalhadores, perante a crise económica e social que se avizinha, devido à “subida galopante dos preços da energia”.

A Comissão Europeia reviu em alta de 0,7 pontos percentuais o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português para este ano, para 6,5%, colocando o país como o que regista a maior expansão, e estimou que a inflação atinja os 6,8% em 2022, valor bem superior às estimativas iniciais do executivo.

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