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O Conselho de Ilha do Pico alertou hoje que continua a não existir uma solução para o Centro de Saúde das Lajes, defendendo a construção de um novo centro com “dignidade” para servir a população daquele concelho açoriano.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do Conselho de Ilha do Pico, Rui Lima, avançou que as “questões mais preocupantes” a apresentar ao Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) na visita estatutária da próxima semana estão relacionadas com a saúde e as acessibilidades, dando o exemplo do Centro de Saúde das Lajes.

“Neste momento pretendemos a construção de um centro de saúde novo, uma vez que aquele está completamente devoluto. Está assim há muitos anos e carece de dignidade para servir a população”, afirmou.

A 30 de junho, foi anunciada a autorização do segundo procedimento de contratação pública para a empreitada de remodelação do Centro de Saúde das Lajes do Pico, nos Açores, depois de o primeiro ter ficado deserto.

Em abril, o Governo dos Açores tinha lançado o concurso público da empreitada de remodelação do Centro de Saúde das Lajes, orçado em 1,55 milhões de euros e com um prazo de execução de 480 dias.

Em agosto, após o município ter disponibilizado um terreno, o secretário da Saúde avançou à Antena 1 que o executivo iria “ponderar” construir um centro de saúde de raiz no concelho, admitindo cancelar o concurso.

“As Lajes continuam sem uma solução relativamente ao centro de saúde. Em reuniões passadas [com o Governo Regional], percebemos que o futuro do Centro de Saúde das Lajes é algo que ainda não está perfeitamente claro e definido e vamos aproveitar esta reunião para clarificar”, insistiu Rui Lima.

Entre segunda e quarta-feira, o Governo dos Açores vai realizar uma visita estatutária à ilha do Pico, cumprindo com o determinado no Estatuto Político-Administrativo da Região.

O presidente do órgão consultivo considerou necessário existir uma “melhor integração” com o hospital de referência, o da Horta, pedindo “procedimentos mais rápidos” e “boas condições para os utentes que precisam de sair da ilha” para receber cuidados médicos.

Nas acessibilidades, o empresário reiterou a importância de ampliar a pista do aeroporto do Pico e pediu “respostas” para o porto comercial da ilha e a requalificação da baía envolvente, um “assunto que está sem solução há largos anos”.

“Foram apresentados vários projetos que visavam o fortalecimento da baía e as questões da operacionalidade do porto, que não é eficaz neste momento. Os projetos já foram apresentados ao longo dos anos, mas nunca se chegou a resolução nenhuma”, declarou.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos por cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia e um representante do Governo Regional (sem direito a voto).

No conselho, têm ainda assento dois representantes do setor empresarial, dos movimentos sindicais e das associações agrícolas.

Têm ainda direito a um representante as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações ambientais não governamentais e as associações de defesa da igualdade de género nas ilhas em que estas tenham sede.

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