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O Conselho de Ilha do Corvo pediu ao governo açoriano um ponto de situação sobre o novo quadro comunitário e reivindicou uma campanha de desratização e intervenções no pavilhão desportivo e no quartel dos bombeiros, foi hoje revelado.

Segundo o memorando do Conselho de Ilha entregue ao Governo Regional, a que a agência Lusa teve acesso, os corvinos pedem a “reparação e manutenção” do pavilhão desportivo e solicitam um “ponto de situação sobre a ampliação do quartel dos Bombeiros Voluntários”.

O Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM) vai realizar na sexta-feira e no sábado uma visita estatutária à ilha do Corvo, que inclui uma reunião com o Conselho de Ilha.

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No documento, com 26 pontos, os conselheiros pedem esclarecimentos sobre a operacionalização do novo quadro comunitário de apoio e sobre a “Casa dos Professores, “anunciada pelo Governo Regional”.

O Conselho de Ilha considera “urgente” realizar uma campanha de desratização em toda ilha com “recurso a armadilhas” e pede a marcação de novos trilhos no troço da Vigia da Baleia, Zona Leste e Quinta.

O organismo quer também a “pavimentação da estrada de acesso ao centro de processamento de resíduos” e questiona o executivo sobre o projeto de ampliação da aerogare e a “operacionalidade da pista com o fator pista molhada”.

Os corvinos pedem ainda a elaboração de estudos sobre a recuperação das lagoas do Caldeirão, apoios para a criação de um centro de atividades de tempos livres, como valência da Santa Casa, e formações profissionais em “áreas fulcrais para o desenvolvimento local”.

O Conselho de Ilha solicita igualmente que seja encontrada uma “solução digna” para o transporte de resíduos entre o Corvo e o exterior.

Segundo o Estatuto dos Açores, o Governo Regional tem de visitar cada uma das ilhas do arquipélago pelo menos uma vez por ano, com a obrigação de reunir o Conselho do Governo na ilha visitada.

O Conselho de Ilha é um órgão consultivo do Governo dos Açores composto pelos presidentes das câmaras e assembleias municipais da ilha, por quatro membros eleitos por cada assembleia municipal, por três presidentes de junta de freguesia e um representante do Governo Regional (sem direito a voto).

No conselho, têm ainda assento dois representantes do setor empresarial, dos movimentos sindicais e das associações agrícolas.

Estão também representadas as Instituições Particulares de Solidariedade Social, as associações ambientais não governamentais e as associações de defesa da igualdade de género nas ilhas em que estas tenham sede.

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