De acordo com a convocatória enviada aos conselheiros, e à qual a agência Lusa teve acesso, a questão da operacionalidade do porto das Lajes das Flores, as falhas no abastecimento de bens e serviços e a exportação de gado bovino serão matérias a abordar na sexta-feira à noite.

Os conselhos de ilha foram formados com o objetivo, diz a lei, de conferir “cada vez mais voz às forças vivas da sociedade civil, cumprindo assim o desiderato” da “pluralidade democrática” na região.

Diversos empresários da ilha das Flores admitiram já encerrar estabelecimentos por falta de mercadorias, que têm chegado à ilha em número reduzido, devido aos estragos provocados pelo furacão “Lorenzo” no porto comercial.

Durante a passagem do “Lorenzo” pelos Açores, em outubro, foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.

O furacão causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, estimando-se que o prejuízo registado “possa ascender a mais de 190 milhões de euros.

No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros no arquipélago, segundo o Governo Regional dos Açores, presidido pelo socialista Vasco Cordeiro.