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O Conselho de Ilha das Flores vai confrontar o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) com a necessidade de informações sobre a obra do porto comercial, indica o memorando preparado para a visita oficial do executivo, a que a Lusa teve acesso.

Os elementos do Conselho de Ilha das Flores, organismo em que têm assento as forças vivas da ilha, bem como autarcas e deputados, entre outros, pretendem que se clarifique “a situação atual do projeto, sua calendarização, os custos, bem como prazos para aquele investimento”.

No memorando que prepararam para a reunião que vão manter com o Governo dos Açores, que na quarta-feira inicia uma visita oficial à ilha, os conselheiros pretendem conhecer quais as infraestruturas que vão ficar associadas ao porto comercial das Flores, tais como a gare de passageiros, infraestruturas de apoio aos pescadores e de apoio ao Clube Naval), que “são de vital importância para o seu normal funcionamento”.

O Conselho de Ilha defende a criação, na zona adjacente, de uma piscina de água salgada, tendo em conta a “importância da zona envolvente como espaço de veraneio para os residentes e turistas que procuram aquela zona para banhos”.

O Porto das Poças de Santa Cruz, obra considerado “estruturante para a ilha”, constitui outras das preocupações dos conselheiros, que destacam a “importância de valorizar neste empreendimento a área das pescas, do turismo e do transporte de passageiros”.

“Pretendemos saber se o projeto está concluído, quando vai ser lançado a concurso e iniciadas as obras. Pretende-se ainda saber quais as valências que ali vão ser construídas, nomeadamente se está prevista a construção de edifício para a lota, a gare de passageiros, uma bomba de combustíveis e espaço para reparação de embarcações de pesca”, referem.

No capítulo do acesso à Saúde, o Conselho de Ilha quer “melhorar ainda mais o acesso às consultas da especialidade fora da ilha, reforçando os esforços com os três hospitais da região de forma a continuar a proporcionar a todos os florentinos uma discriminação positiva que traga conforto e segurança a quem recorra a consultas no exterior, quando estas não sejam possíveis na ilha”.

“Deve-se procurar estabilizar o quadro médico do Centro de Saúde, assim como dotar o mesmo quadro do número de enfermeiros, terapeuta da fala, e terapeuta ocupacional, fisioterapeutas, técnicos de análises clínicas e psicólogos, para além do pessoal administrativo e auxiliar indispensável ao seu normal funcionamento”, defende o Conselho de Ilha.

Os conselheiros querem entretanto que seja reposto o acesso às consultas no privado, “nas ilhas que tenham essa oferta, quando o público não consiga dar a resposta adequada”.

Os florentinos pretendem, também, que o serviço de evacuações médicas “seja agilizado por forma a ser mais célere, o que nem sempre acontece”, sugerindo-se que o Governo Regional “deve analisar e imputar responsabilidades quando os atrasos acontecem”.

As acessibilidades às Flores constituem outras das preocupações dos conselheiros, tendo-se verificado “uma vez mais na época alta que houve dificuldade na mobilidade dos residentes quer por motivos profissionais, de saúde ou simplesmente para lazer”.

Deve-se “aprofundar a discriminação positiva para com os passageiros das Flores”, de acordo com os conselheiros.

O Conselho de Ilha reitera a sua preocupação com a certificação da iluminação da pista das Flores e pretende saber para quando está prevista a ampliação da aerogare do aeroporto das Flores.

Os conselheiros, no capítulo da Educação, quem saber quando vão ser realizadas as obras na EB 1,2,3/JI Padre Maurício Freitas, onde funciona o ensino pré-escolar e o 1º ciclo, que “continua a necessitar de obras, tendo em vista a criação de melhores condições de trabalho para toda a comunidade educativa”.

De acordo com o programa da visita estatutária, a deslocação do Governo dos Açores começa na noite de quarta-feira com a realização do Fórum Autonómico, no Museu Municipal de Santa Cruz, sendo orador o presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), Pedro Costa Ferreira.

O Estatuto Político e Administrativo dos Açores determina que o Governo Regional deve visitar pela menos uma vez no ano as ilhas sem secretarias regionais, que são seis.

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