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A Secretária Regional da Energia, Ambiente e Turismo destacou hoje, na Praia da Vitória, que o setor do turismo tem crescido mais em receitas do que em dormidas, o que considerou ser “sinal de um bom caminho”, demonstrando que o Governo dos Açores tem apostado nos segmentos de mercados “certos”, conseguindo extrair valor desta atividade.

Marta Guerreiro, que falava no I Encontro Intercalar de Investidores da Diáspora, salientou que “o crescimento que se verifica no setor do turismo não se reflete só nas dormidas, mas também nas receitas”, destacando que, nos últimos três anos, se registou um aumento de 96% nas receitas apenas na hotelaria tradicional e de 93% no número de dormidas em todas as tipologias de alojamento.

A titular da pasta do Turismo referiu também a “evolução animadora” ao nível do emprego face aos dados relativos ao final de 2016, com cerca de seis mil colaboradores neste setor, “o que representa, por um lado, um crescimento de 44% face ao final de 2014 e, por outro, 11% do total de emprego nas empresas da Região”.

“O turismo tem vindo a assumir um papel cada vez mais importante, não só ao nível do produto gerado, mas também ao nível das oportunidades de emprego e de empreendedorismo que tem propiciado”, frisou a governante, acrescentando que esta atividade tem “permitido o desenvolvimento de setores conexos por via do aumento de vendas de bens e serviços desses setores, seja a produção agrícola regional, a indústria, o pequeno comércio, o artesanato ou a restauração”.

Na sua intervenção, Marta Guerreiro salientou que os Açores “lideraram o crescimento de dormidas e de proveitos da hotelaria tradicional de todas as regiões portuguesas desde 2015”, evidenciando que “o ano de 2017 registou uma variação positiva de 20%, com cerca de 2,4 milhões de dormidas, já considerando os dados com todas as tipologias de alojamento”, o que representa “um marco histórico” para a Região, que ultrapassou, pela primeira vez, a barreira dos dois milhões de dormidas.

Relativamente aos mercados prioritários dos Açores, a Secretária Regional reforçou que “Portugal continental continua a ser o mercado mais relevante”, com um peso, no final do ano passado, que ultrapassava os 41%, seguindo-se a Alemanha, enquanto mercado estrangeiro com maior representatividade, dando nota de que “os EUA e o Canadá têm registado um peso muito especial e, em conjunto, ameaçam já o peso do principal mercado estrangeiro”.

“Neste contexto de crescimento e de procura turística alavancada, com o património ambiental para proteger e para potenciar, tínhamos de estabelecer alguns compromissos com o futuro”, frisou Marta Guerreiro, realçando o processo de certificação dos Açores como destino turístico sustentável, que se prevê alcançar no próximo ano.

Marta Guerreiro referiu que estão a ser desenvolvidos passos nesse sentido, com etapas já cumpridas, nomeadamente a constituição da entidade de Gestora do Destino, a estabilização de políticas de sustentabilidade e a análise dos indicadores de ‘benchmarkting’, havendo ainda “um caminho a percorrer para conseguirmos ter este selo de qualidade associado à Região por via do turismo, mas que se estende, naturalmente, a outros setores”.

“Este projeto não se faz numa Secretaria à porta fechada, só se faz integrando todos os interessados no desenvolvimento da Região”, afirmou a Secretária Regional, apontando a Cartilha de Sustentabilidade, que “representa um compromisso alargado de várias instituições, empresas públicas e privadas, que assumiram o compromisso de, durante este primeiro ano, alcançarem três objetivos de desenvolvimento sustentável”, que conta já com seis dezenas de entidades aderentes.

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