Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência vão ter manual de procedimentos

A Diretora Regional de Prevenção e Combate às Dependências anunciou, em Angra do Heroísmo, a criação de um manual de procedimentos para harmonizar ações entre as Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência existentes no arquipélago.

“Pretendemos harmonizar os princípios e procedimentos entre as três Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência. Isto permite uma estratégia de intervenção adaptada às necessidades dos indiciados, com o intuito de criar equidade nas intervenções, independentemente da sua área de residência, e permite também harmonizar procedimentos jurídicos, de acordo com as nossas especificidades, porque há uma lei nacional”, afirmou Suzete Frias.

A Diretora Regional, que falava quinta-feira, à margem de um encontro com dirigentes das Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência de Horta, de Angra do Heroísmo e do Grupo Oriental, salientou o papel destas entidades na dissuasão do consumo e uso nocivo de substâncias ilícitas.

“O grande papel de uma comissão é ser uma instância prévia ao tratamento, tem como enfoque o apoio e orientação, centrado na prevenção do uso e riscos, na avaliação formal dos indiciados e no seu encaminhamento, para que estas pessoas que já consomem prossigam na caminhada de dissuasão e se faça um diagnóstico atempado”, frisou.

Neste encontro foi também delineado um ‘portfólio’ de material formativo para prevenção seletiva, prevenção indicada e atitudes e perceção de risco para indiciados e para os pais, no caso de menores de 18 anos.

“Mais do que estar a sancionar e a aplicar coimas, é preciso prevenir que mais pessoas cheguem à fase de dependência, dissuadir os consumos e também encaminhar aqueles que já são dependentes atempadamente para o tratamento“, salientou a Diretora Regional.