Vila de Porto celebra poeta Pedro da Silveira com “placa-poema” e sessão evocativa

O município de Vila do Porto, em Santa Maria, vai associar-se às celebrações do centenário do poeta Pedro da Silveira, que têm decorrido em vários concelhos açorianos, com o descerramento de uma “placa-poema” e uma sessão evocativa.

Em comunicado, o município mariense avança que, no próximo sábado, às 17:00 locais (18:00 em Lisboa), vai ser descerrada uma placa junto do Farol da Ponta da Malmerenda, com um poema do escritor florentino dedicado àquele lugar.

No mesmo dia, às 18:00 locais, na biblioteca municipal, vai decorrer uma “sessão sobre a vida e obra de Pedro da Silveira”, com a participação de Nuno Costa Santos, organizador do encontro literário Arquipélago de Escritores, e de Hugo Tiago, em representação do Instituto Açoriano de Cultura (IAC).

A sessão vai contar ainda com palestras do escritor e professor Urbano Bettencourt e do crítico literário Vasco Rosa.

Além da Câmara de Vila de Porto, o evento é igualmente organizado pelo Arquipélago de Escritores e pelo IAC, instituições que pretendem celebrar o centenário de Silveira com a instalação, em todas as ilhas dos Açores, de uma placa evocativa ao poeta.

Para assinalar a efeméride, o Arquipélago de Escritores fez uma seleção de cem excertos de poemas do autor que serão colocados em espaços públicos por toda a região.

Também o município das Lajes das Flores, onde Pedro da Silveira nasceu, em 1922, realizou várias iniciativas nos últimos meses para celebrar o poeta, como o descerramento de uma placa na casa onde nasceu, a inauguração do miradouro “Raul Brandão” e a organização de um colóquio sobre o escritor.

A Biblioteca Pública e Arquivo Regional Luís da Silva Ribeiro, em Angra do Heroísmo, promoveu no sábado um conjunto de conferências sobre Pedro da Silveira, onde participaram as professoras universitárias Leonor Sampaio da Silva, Ana Cristina Gil e Rosa Goulart e o escritor João de Melo.

Pedro da Silveira, nascido na Fajã Grande, na ilha das Flores, foi poeta, investigador histórico e literário, etnógrafo e tradutor e resistente antifascista antes do 25 de abril. Faleceu em 2003, em Lisboa, com 80 anos.

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