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O combate à pobreza exige alterações estruturais na economia que não constam do programa do atual Governo Regional. António Lima defende que o caminho para combater a pobreza passa pelo aumento das qualificações e uma aposta na Educação, pela dinamização de uma economia com base em produtos e serviços de maior valor acrescentado, pelo combate à precariedade e pelo aumento dos rendimentos dos trabalhadores.

Num debate sobre a estratégia de combate à pobreza, António Lima referiu que apesar da evolução positiva das últimas décadas, “a estrutura da economia e a qualificação da população mantém o mesmo perfil, que mantém o mesmo resultado: uma vasta camada da população tem baixas qualificação e aufere baixos salários”.

O atual Governo Regional já demonstrou que não pretende alterar o perfil da economia, como se viu pelo processo das Agendas Mobilizadoras, que repetia “as mesmas receitas do passado” ou pelo facto de o Governo continuar e acentuar a atribuição de apoios públicos às empresas para contratarem trabalhadores com contratos precários.

António Lima frisou ainda a importância de acabar, a nível nacional, com as leis laborais criadas pela troika, contra as quais o PS estava contra quando estava na oposição: “Infelizmente, nem a direita, nem o Partido Socialista” têm vontade de acabar com as leis criadas pela troika.

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“Sem a melhoria dos salários, por mais medidas de mitigação da pobreza que consigamos implementar, e elas são fundamentais, não conseguiremos ter uma região em que trabalhar seja sinónimo de uma vida confortável, fora do risco de pobreza”, concluiu o deputado do Bloco.

Bloco saúda luta dos ex-trabalhadores da Cofaco pela defesa dos seus direitos

O Bloco de Esquerda votou hoje a favor de um voto de saudação pela luta dos ex-trabalhadores da Cofaco pela defesa dos seus direitos, apresentado pelo PSD. António Lima lamentou, no entanto, o aproveitamento político do PSD, que tentou apagar a história, ignorando o papel dos trabalhadores, tentando dar protagonismo apenas ao deputado do PSD na Assembleia da República, e que agora é candidato.

António Lima recordou as dificuldades por que passaram nos últimos anos os ex-trabalhadores da Cofaco no Pico, após o encerramento da fábrica, e que esperam há anos pelo cumprimento de uma lei que foi aprovada pela Assembleia da República.

Considerando, no entanto, que o voto apresentado pelo PSD “cheira a campanha eleitoral”, António Lima referiu esperar que o voto não tenha sido apresentado de forma prematura, “porque o dinheiro ainda não entrou na conta das pessoas”.

O deputado do Bloco criticou também a atuação do vice-presidente do Governo Regional, que sempre disse que a responsabilidade pelo atraso na majoração dos apoios sociais era do Governo da República, mas quando foi para anunciar a resolução do problema quer passar a ideia de que foi o Governo Regional que o conseguiu.

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