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O comandante operacional dos Açores, tenente-general Luís Morgado Baptista, disse hoje que não houve um incremento de atividade militar na base das Lajes, na ilha Terceira, devido à ofensiva militar na Ucrânia.

“Não me foi dada nota de movimentações adicionais na base das Lajes resultantes do que está a acontecer”, afirmou, em declarações aos jornalistas, em Ponta Delgada, à margem de uma audiência com o presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro.

Questionado sobre um alegado aumento de escalas de aeronaves militares na base das Lajes, onde a Força Aérea norte-americana tem presença, o comandante disse não ter conhecimento de qualquer “situação de anormalidade” relacionada com a ofensiva militar na Ucrânia.

“O trânsito de aeronaves pela base das Lajes é normal em determinados contextos e resulta fundamentalmente da sua extraordinária posição geográfica no meio do Atlântico. É normal que aviões dos Estados Unidos da América, até porque têm lá um contingente, escalem a base das Lajes para ações de reabastecimento ou de manutenção”, explicou.

Sobre a situação na Ucrânia, Luís Morgado Baptista frisou que “as forças armadas portuguesas estão a dar o apoio que podem dar”, de acordo com que o foi “aprovado pelo ministro da Defesa Nacional e por todas as estruturas do Estado Maior das Forças Aéreas”.

“Acho que vamos ter de manter a devida atenção à evolução desta situação e tomar as medidas que eventualmente venham a ser necessárias, mas com tranquilidade”, salientou.

O Comando Operacional dos Açores está sedeado em Ponta Delgada e é liderado por um oficial general de qualquer ramo das Forças Armadas, na dependência do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já mataram cerca de 200 civis, incluindo crianças, segundo Kiev. A ONU deu conta de perto de 370 mil deslocados para a Polónia, Hungria, Moldova e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a “operação militar especial” na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e a União Europeia e os Estados Unidos, entre outros, responderam com o envio de armas e munições para a Ucrânia e o reforço de sanções para isolar ainda mais Moscovo.

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