PUB

As vencedoras do Festival da Canção 2018 prometeram “dar luta” na final da Eurovisão, em maio, na Altice Arena, e confessaram que o sentimento depois da vitória de domingo é de “missão cumprida”.

Em declarações aos jornalistas, no final do evento, que se realizou no pavilhão multiusos em Guimarães, Isaura, que compôs “O Jardim”, e Claudia Pascoal, que interpretou, confessaram-se cansadas mas “muito felizes”.

“Estou cansada mas vou mesmo feliz, com o sentido de missão cumprida porque, de facto, esforçamo-nos muito e quisemos dar o nosso melhor”, afirmou Isaura.

PUB

Para a compositora, que recusou a avaliação de que a música que levou ao palco está fora do seu estilo, o que mais a entusiasmou, admitiu, foi a oportunidade de escrever em português.

“Eu sinto que esta canção é muito o meu registo. A única diferença é que tem uma guitarra acústica – e, se calhar, no meu trabalho, teria colocado uma guitarra elétrica… – e tem palavras em português, e isso foi o que eu mais gostei, nesta oportunidade do Festival da Canção”, disse.

“Assim que recebi o convite, quis logo aceitá-lo. Se há coisa de que eu gosto é de escrever em português. Neste momento estou a trabalhar outra sonoridade, e foi uma oportunidade belíssima. Pensei que seria a minha primeira canção em português e que queria que fosse muito bonita”, explanou.

Questionada sobre o que a atraiu na composição de Isaura, a intérprete Claudia Pascoal explicou que foi a quase dor que “O Jardim” lhe transmitiu: “Mal ouvi a música, emocionei-me, porque é quase dolorosa, fala de saudade mas também é reconfortante”, explicou.

Para a final da Eurovisão, que será em Lisboa, no dia 12 de maio, as duas vencedoras do Festival da Canção deixam uma promessa: “Vamos dar luta”, garantiram.

“Eu não quero falhar a ninguém, a ninguém que votou, que gosta da canção e que acredita que podemos representar Portugal”, reforçou Isaura.

Quanto ao futuro, a compositora admitiu que “a aventura” do Festival da Canção poderá atrasar o álbum em que está a trabalhar.

“Estou um bocadinho atrasada no meu álbum, que ia lançar em abril Se calhar vai ter de demorar mais uns diazinhos, mas não quero que atrase muito mais do que isso”, referiu.

Já Claudia Pascoal espera que o Festival da Canção e a Eurovisão sejam um ponto de viragem na carreira.

“Queria lançar este ano um trabalho, espero que isto abra portas”, disse.

Cláudia Pascoal vence Festival da Canção e sucede a Salvador Sobral no Eurovisão

Cláudia Pascoal ganhou no domingo a final do Festival da Canção, em Guimarães, com o tema “O jardim”, e vai representar Portugal no Eurovisão, que se realiza em maio em Lisboa, sucedendo a Salvador Sobral.

“O jardim”, da autoria de Isaura, foi a canção mais pontuada, por acumulação de votos atribuídos pelo júri regional e pelo público (através de televoto).

Na final de domingo, transmitida em direto pela RTP1, a partir do Pavilhão Multiusos de Guimarães, competiam 14 concorrentes.

Cláudia Pascoal vai representar em maio Portugal no Festival da Eurovisão da Canção, que este ano se realiza em Lisboa depois de Salvador Sobral ter vencido em 2017 a competição com “Amar pelos dois”.

O Festival da Canção é uma competição organizada pela televisão pública portuguesa.

Vencedoras do Festival da Canção aclamadas por vivas e urras por três mil pessoas

As vencedoras do Festival da Canção 2018 foram aclamadas por gritos, vivas e urras pelas quase três mil pessoas que encheram o multiúsos de Guimarães para assistir ao evento que escolheu “O Jardim” para representar Portugal na Europa das canções.

Em maio, já em Lisboa, a composição de Isaura, interpretada pela própria e por Cláudia Pascoal, vai ser a voz de uma nação que depois da vitória de Salvador Sobral em 2017, a primeira de Portugal, voltou a fazer as pazes com o Festival da Eurovisão.

Em Guimarães, numa festa que começou na noite de domingo, uma noite típica do Minho, frio e chuva, 14 músicas aqueceram o ambiente do primeiro Festival da Canção feito fora de Lisboa, uma “aposta ganha” para o público, que além dos intérpretes das composições a concurso “foi ao delírio” com a presença da “rainha” Simone de Oliveira, homenageada durante o evento.

“Foi mais do que pagamos para ver” confessou Maria Adelaide, 57 anos. “Eu via a Simone só na televisão. Nunca pensei vê-la assim, ao vivo, ainda que tão poucochinho tempo”, lamentou à Lusa a vimaranense.

Simone de Oliveira cantou apenas alguns versos da Desfolhada, tema que eternizou no Festival da Canção em 1969.

Voltando a 2018. “Foi um espetáculo. Foi bom para mostrar que também é possível dar ‘show’ fora de Lisboa. Somos maiores do que uma cidade”, salientou Ana Vítor, 32 anos.

A realização de um evento como o Festival da Canção fora de Lisboa acabou por ser um dos temas que marcou a noite: “Foi uma aposta ganha. Que aprendam e repitam”, concluiu Luís Pinto, 29 anos.

Mas a música foi mesmo a estrela da noite e houve muita. “Portugal tem talento. Temos músicos, autores, interpretes, temos alma e que nunca ninguém volte a dizer que não”, avisou Ana Vítor.

À medida que as votações iam sendo conhecidas, o burburinho no multiúsos de Guimarães aumentava. Ouviam-se palmas a cada oito pontos distribuídos, urras a cada dez, gritos a cada doze.

Feitas as contas, bem feitas, contados os votos do público, regiões de Portugal, júri, o vencedor é anunciado: Canção número 13.

No pavilhão multiúsos o resultado daquela equação foi recebido com euforia, entre gritos, urras, vivas e palmas, muitas palmas. E lágrimas.

E de 14, ficou uma.

“O Jardim” será o 50.º representante de Portugal na final do Festival da Eurovisão, a 12 de maio.

Pub