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Cidadãos e trabalhadores do Teatro Micaelense vão realizar uma concentração no sábado para reivindicar ao Governo dos Açores um aumento do financiamento para a instituição, exigindo atualizações salariais e intervenções no edifício, foi hoje anunciado.

“O que reivindicámos é uma atualização salarial e um financiamento para o Teatro Micaelense que responda às necessidades da instituição, de atualização dos salários dos seus trabalhadores e de remodelação, recuperação, reequipamento do edifício”, afirmou à agência Lusa, a delegada do CENA-STE – Sindicato dos Trabalhadores de Espetáculos, do Audiovisual e dos Músicos, Helena Carmo.

A concentração, organizada por aquele sindicado e pelo Grupo de Amigos do Teatro Micaelense, vai decorrer no sábado, às 21:00, à porta da instituição, em Ponta Delgada, meia hora antes de um concerto dos músicos Camané e Mário Laginha.

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“Esta concentração de cidadãos não está diretamente ligada à manifestação dos trabalhadores do Teatro Micaelense, mas resulta dela. A manifestação dos trabalhadores tornou pública uma situação de descontentamento que se arrasta há muito anos”, destacou.

Em novembro, os trabalhadores protestaram face ao orçamento do Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para a Cultura em 2023 e à verba destinada à instituição, considerando ser uma “desvalorização do setor”.

A dirigente sindical alerta para a necessidade de realizar uma atualização salarial dos funcionários do Teatro Micaelense (que faz parte do setor público empresarial), uma vez que o salário base é o mesmo desde 2008.

“Estamos num limbo. Os governos esquecem-nos. Não somos bem privados, nem somos função pública. Somos esquecidos”, lamenta.

Helena Carmo realçou ainda que a administração do Teatro Micaelense “apoia as pretensões” dos trabalhadores.

“O nosso objetivo é que o Governo Regional financie o Teatro Micaelense. É isso que está a faltar. A administração percebe e precisa tanto quanto os trabalhadores de um financiamento que permita responder a todas as necessidades”, reforçou.

A delegada do CENA-STE alertou ainda para a possibilidade de o Teatro Micaelense “não conseguir continuar a suas funções com programação de qualidade” e para a “sobrecarga” dos trabalhadores da instituição.

Em novembro, o sindicato já tinha alertado para a situação salarial dos 20 trabalhadores da Teatro Micaelense, denunciando que 90% está a auferir menos de 1.040 euros mensais e 50% a receber o salário mínimo.

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