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“Para a primeira vez que o Chega obteve resultados nas autárquicas, foi muito positivo, a meu ver. Na situação em que o partido se encontrava, poucas pessoas quiseram dar a cara. Eu fui um dos que quis dar a cara e levei o projeto a um bom rumo”, afirmou Luís Franco à agência Lusa.

O Chega foi a sexta força política na eleição para a Câmara de Ponta Delgada com 1,91% dos votos, resultado apenas superior ao da CDU (1,20%).

Seguiram-se o PAN (2,04%), a IL (2,77), o BE (2,78%), o PS (37,33%) e o PSD (48,68%).

“Sinceramente não esperava ficar atrás do PAN, por acaso não esperava. Pensava que ia conseguir ficar à frente do PAN. Não foi possível. É sinal de que ainda é preciso trabalhar mais”, declarou o candidato do Chega.

Luís Franco lembrou ainda que “não tinha qualquer experiência” política e que o partido partiu para este ato eleitoral “no meio de muitas dificuldades”.

Em julho, no dia em que estava agendado o anúncio dos candidatos do Chega às autárquicas na Região Autónoma dos Açores, com a presença do líder nacional do partido, este anunciou ter perdido a confiança política no líder do Chega/Açores, Carlos Furtado.

Luís Franco disse hoje que espera voltar a ser candidato à Câmara de Ponta Delgada em próximos atos eleitorais.

“Gostei da experiência. Espero repetir para ganhar experiência para uma nova candidatura”, assinalou.

O PSD conquistou no domingo a maioria na Câmara de Ponta Delgada, a maior autarquia dos Açores, que o partido lidera há 28 anos, com a eleição do deputado regional Pedro Nascimento Cabral para presidente do município.

A candidatura do PSD obteve 48,68% e cinco mandatos na Câmara, segundo os dados finais disponibilizados no ‘site’ do Ministério da Administração Interna (MAI).

O segundo partido mais votado foi o PS e a candidatura encabeçada por André Viveiros, com 37,33% dos votos e quatro mandatos, tendo o BE ficado em terceiro lugar, com 2,78% dos votos.

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