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Em causa está a impossibilidade de barcos com mais de 20 metros poderem fazer a descarga de atum na lota de Ponta Delgada, enquanto é permitido a embarcações mais pequenas poderem descarregar 8 toneladas de 4 em 4 dias.

Os armadores sentem-se discriminados e defendem tratamento igual para todos os armadores e pescadores.

O deputado José Pacheco ouviu atentamente as preocupações dos pescadores e coloca-se ao lado dos armadores, defendendo que se trata de uma situação que precisa de ser revista e resolvida, considerando que não se justifica que barcos com matrícula de Ponta Delgada e cuja tripulação também é de São Miguel tenham que se deslocar até ao Grupo Central para efectuarem a descarga do pescado quando o poderiam fazer em São Miguel. Esta situação para além de criar desigualdades dentro do sector, também traz custos acrescidos em termos de combustível, com a tripulação, seguros etc.

Os pescadores só pedem tratamento igual e a possibilidade de também poderem descarregar o pescado na lota de Ponta Delgada, à semelhança do que acontece com embarcações de tamanho inferior a 20 metros.

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Também o tempo de espera para a descarga preocupa pescadores e armadores, tendo José Pacheco defendido a necessidade de se encontrar uma solução benéfica para todos os homens da pesca.

“São situações que nos deixam apreensivos e que o Chega compreende”, disse José Pacheco, garantindo que o Chega irá fazer chegar estas preocupações à tutela de modo a ser encontrada uma solução o quanto antes.

Para José Pacheco já é tempo de tratar os homens do mar com maior dignidade e respeito. “Não compreendo que em pleno século XXI os pescadores ainda tenham de ser tratados como analfabetos, subsídio-dependentes ou outras adjectivações negativas”, disse, acrescentando que “o pescador tem de ser visto como um trabalhador válido, que arrisca a vida, e que, na maioria das vezes, não recebe o retorno económico justo pelo trabalho desempenhado”.

Para o deputado do Chega, “é tempo de assumirmos que, quer seja no mar ou noutra actividade qualquer, têm de ser os produtores a terem o justo rendimento do seu trabalho. A subsidiodependência não gera riqueza, antes pelo contrário, retira investimento dos sectores fundamentais à nossa terra e à nossa sociedade”.

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