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O líder do Chega nos Açores, Carlos Furtado, disse este domingo estar convicto de que o partido elegerá um grupo parlamentar nas próximas eleições legislativas regionais, que se disputam no dia 25 de outubro.

“Estou confiante na eleição de mais do que um deputado. Não tenho dúvidas. É isso que se sente todos os dias aí na rua e é isso que vai acontecer. Cada vez mais as pessoas estão connosco e já ninguém esconde. O apoio ao Chega é qualquer coisa de extraordinário, que se vai materializar na próxima semana, seguramente”, afirmou, em declarações aos jornalistas.

Carlos Furtado, que é cabeça de lista do Chega pelo círculo eleitoral de São Miguel, participou hoje numa ação de campanha na Feira do Gado, um mercado agrícola em Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, acompanhado pelo líder nacional do partido, André Ventura, e pelo cabeça de lista pela ilha Terceira, Orlando Lima.

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No contacto com a população, os candidatos do Chega pediram um “cartão vermelho” para o PS, que governa a região há 24 anos.

“Os açorianos terão de perceber que já não correm risco nenhum. Mudar não é um risco, risco será manter as políticas da forma que estão”, frisou Carlos Furtado.

Segundo o líder regional do Chega, os eleitores têm de decidir “se querem continuar com a restrição de liberdades que existe a nível democrático ou se querem um projeto novo, que seja mais abrangente em termos do que é politicamente o cenário atual, no sentido de que se respire mais democracia, mais liberdade”.

Por sua vez, o cabeça de lista pela Terceira criticou obras que estão a ser feitas na ilha “de má fé”, dando como exemplo a requalificação do Porto das Pipas, em Angra do Heroísmo.

“É uma obra para estragar e limitar a possibilidade de crescimento de Angra para o futuro e da criação de um verdadeiro cais de cruzeiros, com atracagem de 2.000, 3.000 pessoas”, alegou.

O cais de cruzeiros, anteriormente anunciado para o Porto das Pipas e agora prometido para a Praia da Vitória é, segundo Orlando Lima, “uma promessa vã, que nunca será concretizada”.

“Estão a prometer esse cais na Praia da Vitória, do mesmo modo que se pode prometer um lar de idosos no quintal do vizinho. É um cais militar fundamental, essencial para a missão norte-americana. [Os norte-americanos] nunca poderão dissociar-se disso, nem ceder o seu uso”, sublinhou.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP. Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O Chega concorre pela primeira vez às regionais açorianas, apresentando listas em todos os círculos, com exceção das ilhas das Flores e do Corvo.

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