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O deputado do Chega/Açores, José Pacheco, defendeu hoje um “tratamento diferenciado” para a região, por ter nove ilhas, na cobertura de agentes da PSP, reivindicando mais meios do que os instalados no arquipélago.

O também líder do Chega/Açores, que se reuniu hoje com representante nos Açores do Sindicato Nacional da Polícia (SINAPOL), na delegação do parlamento dos Açores, em Ponta Delgada, considerou que a “segurança nunca pode estar em causa”.

O dirigente salvaguardou que, “neste momento, não está, mesmo com a falta de efetivos”, mas alertou que “o trabalho não fica tão bem feito quanto é desejado”, nomeadamente perante o “aumento do fluxo de pessoas gerado pelo turismo”.

“Os elementos da PSP estão a ter uma carga de trabalho muito superior ao que era normal. É urgente mais efetivos para a região e perceber o trabalho que a PSP faz”, referiu o líder do Chega/Açores, destacando, para além da investigação, o trabalho de pedagogia desenvolvido junto das escolas, dos idosos e do comércio, entre outras frentes.

José Pacheco considerou que a prevenção “é fundamental para que, depois, não se tenha que andar atrás do prejuízo”, tendo exemplificado com a toxicodependência, onde foi “descuidado o trabalho que os políticos têm que fazer, pagando-se agora uma fatura muito pesada que vai para as famílias e forças de segurança”.

O representante nos Açores do SINAPOL, António Santos, destacou, por seu turno, o “desinvestimento na PSP”, em termos salariais, aplicação do subsídio de insularidade aos agentes colocados nos Açores, a par do subsidio de risco, bem como a necessidade de reforçar o efetivo.

“Temos atualmente, a acabar a formação, 85 elementos naturais dos Açores, 70 do curso anterior que estão a aguardar colocação nos Açores e mais 22 inscritos ao abrigo da mobilidade com a intenção de vir para a região”, indicou.

O dirigente especificou que estes elementos são oriundos de todas as ilhas, o que “é benéfico para a PSP, que veria os seus meios reforçados na região”.

António Santos defendeu que a forma como são colocados os elementos nos Açores “não pode ser a mesma do que no continente ou mesmo até na Madeira”, em termos de rácio populacional.

Em 2021 foram deslocados para os Açores, onde existem 900 efetivos, 21 agentes da PSP, sendo que as esquadras dos Açores são 34, para além das sedes de divisão e do Comando Regional da PSP, de acordo com António Santos, que salvaguardou que o corpo de agentes na região está a envelhecer.

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