“A função pública está atualmente com 635.07 de salário mínimo e os privados com 630 euros. Significaria um aumento de imediato, isto sem deixar de reivindicar o acréscimo ao salário mínimo na região de 5 para 7,5%”, afirmou o dirigente sindical João Decq Mota, em conferência de imprensa para apresentar o caderno reivindicativo dos trabalhadores açorianos para 2019.

O dirigente sindical exortou o Governo Regional dos Açores a ter “coragem” e “não criar mais uma desigualdade” entre os salários do privado e do público.

“O Governo Regional acordou o aumento da remuneração complementar e isso vai à Assembleia Regional em abril. E desafiamos o executivo para que faça também a alteração de imediato ao salário mínimo nacional”, insistiu João Decq Mota.

O dirigente sindical explicou que “nos Açores, por força do acréscimo”, o salário mínimo nacional está atualmente nos 635.07 para os trabalhadores da função pública, enquanto os do privado auferem 630.00 euros.

“A CGTP reivindica que o salário mínimo nacional na região passe a ser de imediato 635.07 para todos e não se crie mais uma diferença entre público e privado. Mas, isso, sem abdicar de um acréscimo salarial de 7,5%, em vez de 5%”, frisou.

Uma das principais reivindicações do caderno apresentado hoje pela CGTP é esta questão da “melhoria dos salários”, com o foco também no “combate à precariedade laboral” e “pelo emprego permanente”.

“O desemprego na região, para o qual a CGTP-IN/Açores de há muito vem alertando, continua a ser preocupante e atinge milhares de açorianos. Os trabalhadores açorianos continuam a ser dos que mais baixos salários auferem em todo o país”, apontou João Decq Mota, denunciando ainda que os vínculos precários ou temporários se tornaram a regra geral na constituição da relação laboral e cada vez mais no setor do turismo.

O caderno reivindicativo da CGTP-IN/Açores é “um documento orientador geral para a atividade sindical”, segundo salientou ainda João Decq Mota, sublinhando que “este é o momento de reforçar os sindicatos para dar mais força aos trabalhadores”.

“É tempo de devolver aos trabalhadores da Administração Pública, do setor público empresarial regional e do privado o que a legislação laboral lhes retirou”, sustentou.