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A vice-coordenadora da CGTP/Açores, que falava aos jornalistas depois de ter sido recebida no Palácio de Sant’Ana pelo presidente do Governo dos Açores, José Manuel Bolieiro, considerou ser “extremamente importante a questão da precariedade“, uma vez que “há um recurso abusivo à contratação”.

Luísa Cordeiro foi ouvida no âmbito das audiências aos partidos e parceiros sociais para preparação do Plano e Orçamento da região para 2021, promovidas pelo líder do executivo açoriano, José Manuel Bolieiro.

“Tem que haver um efetivo combate ao trabalho precário, dando prioridade à proteção dos trabalhadores através um plano regional de combate ao trabalho precário”, concretizou.

A sindicalista defendeu igualmente a “necessidade imperiosa do aumento geral dos salários e a evolução de todas as grelhas salariais que estão a ser absorvidas pelo aumento do salário mínimo nacional”.

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A vice-coordenadora da CGTP/Açores manifestou ainda “muita apreensão em relação ao sector público empresarial regional, devido à forma como as privatizações e extinções [de empresas] estão a ser abordadas”, salientando que “os direitos dos trabalhadores têm que ser salvaguardados através da sua integração nos quadros da administração pública regional”.

Também em declarações aos jornalistas no final de um encontro com o líder do executivo açoriano, o presidente da Federação de Pescas dos Açores (FAA), Gualberto Rita, destacou a crise que afeta o setor, traduzida nas descargas de pescado nos Açores, “cujos dados são bastante maus”.

Por isso, disse, o Plano e Orçamento de 2021 deve apostar em apoios sociais que “garantam a sustentabilidade económica dos pescadores e armadores da região, de forma a garantir os postos de trabalho” no ano em curso.

O dirigente defendeu também a deslocalização de verbas previstas para as infraestruturas da pesca para os apoios sociais, a par do reforço financeiro do Fundopesca, além da necessidade de avançar com a portaria de exceção para a cessação temporária de atividade da pesca.

O Plano e Orçamento de 2021 será discutido e votado na Assembleia Legislativa Regional até abril.

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