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O presidente executivo da ANA Aeroportos, Thierry Ligonnière, disse hoje que a empresa está comprometida em melhorar as operações, a capacidade e a qualidade de serviço em todos os aeroportos onde opera.

“Obviamente a ANA não é só Lisboa. Fala-se muito de Lisboa, mas aqui Portugal é grande, tem as ilhas, tem o Algarve, tem o Norte”, disse hoje o responsável, durante o 47.º Congresso Nacional da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que decorre em Ponta Delgada, São Miguel, nos Açores.

“O compromisso está lá, para a capacidade, para a operacionalidade dos aeroportos, para a qualidade de serviço, que queremos acompanhar e melhorar nos próximos anos em todas as zonas do país sem exceção”, frisou ainda.

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O CEO da empresa gestora dos aeroportos em Portugal, que é sempre amplamente questionado pelo novo aeroporto complementar ao de Lisboa, afirmou, por isso, que “o compromisso da ANA é com todos os territórios”, explicando que há especificidades em cada uma das geografias.

Por exemplo, no caso da Madeira “a problemática” que estão a tentar resolver é a dos ventos.

“Está aqui o Eduardo Jesus [secretário do Turismo e Cultura da Madeira]. É uma luta comum para tentarmos encontrar as soluções para reduzir o problema dos ventos da Madeira, que condiciona a atratividade do destino, porque representa uma taxa de irregularidade que é elevada para as companhias aéreas. Para mitigar isso há trabalho feito e há trabalho que tem que ser feito ainda”, afirmou.

Quanto aos Açores, Ligonnière disse que falou com o presidente da SATA, Luís Rodrigues sobre as perspetivas de crescimento das operações da SATA nos próximos anos para se perceber a procura prevista.

“No Aeroporto de Faro, por exemplo, estamos a fazer a cobertura do aeroporto que é um investimento bastante grande. Estamos a desenvolver uma central fotovoltaica. Vai haver centrais fotovoltaicas quase em todos os aeroportos do país. Todos os acordos estão assinados”, enquanto no Porto “houve um investimento de capacidade importante no ano passado com o prolongamento do ‘taxiway fox’ e vai haver também este ano obras de reabilitação profunda da pista”, explicou.

O presidente da ANA adiantou também que em todos os aeroportos estão “a mudar os sistemas de deteção de explosivos”.

“Não se fala disso quando as coisas correm bem. Mas são investimentos pesados, são 30 milhões (de euros), por exemplo, só para a mudança destes sistemas”, explicou.

“Estão a ser feitas muitas coisas em todos os aeroportos. E há um investimento que efetivamente não é visível que é todo o contributo que nós estamos a dar, com os nossos parceiros do turismo, para o desenvolvimento da conectividade e a instalação e desenvolvimento de novas operações aéreas. E, nomeadamente, um dos sucessos recentes foi a base da Ryanair na Madeira que tem contribuído para a recuperação e não só, a ultrapassar o tráfego de 2019 em mais de 30%”, referiu.

Para Thierry Ligonnière é preciso ainda fazer projeções de tráfego “com todos os parceiros para perceber o que vão ser as mudanças”, sobretudo depois da pandemia covid-19.

“Começámos esse trabalho, estamos a rever os planos diretores de todos os aeroportos a nível nacional. O trabalho está em curso para que atualizar os planos de desenvolvimento. Há muitos desenvolvimentos que estão a ser feitos. Não são necessariamente todos visíveis por parte dos passageiros”, concluiu.

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