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“A oficina de música intuitiva baseia-se numa espécie de ‘workshop’. É desmistificar a ideia de que é necessário saber tocar um instrumento ou ser-se músico profissional para se expressar musicalmente, abordando o estímulo da sensibilidade, espontaneidade, criatividade, intuição e liberdade de expressão através da improvisação e exploração dos sons”, explicou hoje à agência Lusa Luis Senra, saxofonista micaelense.

O artista promove a “oficina de música intuitiva” no domingo pelas 15:00 locais (16:00 em Lisboa) no Arquipélago, na cidade da Ribeira Grande, em São Miguel, juntamente com a artista Filipa Gomes, natural de Ponte de Lima.

Pelas 19:00 locais (20:00 em Lisboa) os mesmos artistas dão o concerto “Reflexos de Origem”.

A “oficina de música intuitiva” é direcionada a maiores de 12 anos e é dedicada a todos os interessados que queiram experienciar de “um espaço de partilha, criatividade e liberdade de expressão”.

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“Mas vem desmitificar a parte de que apenas um profissional consegue fazer arte e que apenas um profissional consegue expressar-se através dela. É perceber que há ferramentas que são acessíveis a todos nós e que há ferramentas que ajudam na nossa própria comunicação e na nossa própria expressão”, sublinhou Luís Senra.

Segundo o músico, a oficina de música aborda, em concreto, “o estímulo da sensibilidade, espontaneidade, criatividade, intuição e liberdade de expressão através da improvisação e exploração dos sons”.

“É uma atividade muito dinâmica, uma partilha com muito diálogo e também trabalhar um pouco a parte do pensamento critico”, disse ainda o músico, referindo que “não há limite de idade para a participação na oficina é até conseguirem tocar um instrumento”.

O músico realçou que o intuito da oficina “é mesmo a partilha e a interação entre as pessoas, entre os sentimentos, entre as emoções e aquilo que rodeia e, assim, dar ferramentas aos participantes para que eles as possam e usar para se expressarem no seu dia a dia”

A artista Filipa Gomes adiantou à Lusa que para além dos instrumentos que vão existir na oficina, “a ideia é que cada um seja capaz de encontrar em objetos quotidianos, no próprio corpo e em ferramentas do dia a dia, através também da própria voz, que possam conseguir fazer música com esses pequenos objetos e desta forma levar qualquer tipo de arte para casa”.

Ainda no domingo, os artistas apresentam “Reflexos de Origem”, “uma viagem sinestésica pelas raízes e correntes vivas de cada um, espelhando em contracorrente a essência pura, nua daqueles que a integram”, sublinha o Arquipélago-Centro de Artes Contemporâneas.

“Será uma jornada dupla com a oficina de música a que se segue a performance músico-teatral”, referiu Luís Senra.

Em “Reflexos de Origem” a música do saxofone de Luís Senra junta-se ao violino de Filipa Gomes, que irá também contribuir com a sua poesia e com escrita em tempo real.

A ideia do reflexo “no sentido de olharmos um pouco mais para dentro e encontrarmo-nos a nós próprios dentro do nosso corpo, ou seja, o reflexo interior daquilo que nós somos para fora”, vincou à Lusa Filipa Gomes.

“É quase como um bónus poder ir logo a um concerto, após a participação na oficina de música, onde serão abordadas todas as dinâmicas da música e como poderemos pô-las em prática de forma tão simples”, acrescentou Luís Senra.

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