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A CDU quer um “plano específico para a recuperação” dos atos médicos que foram adiados devido à pandemia de covid-19, mas também para o “reforço de meios” e para a “valorização dos profissionais” de saúde.

“Temos vindo a colocar as questões da saúde e do Serviço Regional de Saúde como decisivas e de máxima importância. Temos de olhar para elas e criar um plano específico, para a recuperação, mas também para o reforço de meios e, também, para a valorização dos seus profissionais”, afirmou hoje o coordenador regional do PCP, Marco Varela.

O candidato da CDU, coligação que junta o Partido Comunista e Os Verdes, pelos círculos do Corvo e de compensação, falava, por telefone, à Lusa, a partir da ilha das Flores.

A comitiva tinha agendada para hoje uma visita ao Corvo, mas o mau tempo obrigou a uma alteração de planos.

Para o candidato, esta foi mais uma oportunidade para contactar com a população florentina, que, há quatro anos, elegeu o único deputado comunista no parlamento açoriano durante a legislatura que termina agora.

No território mais ocidental da Europa, Marco Varela sublinhou que “é preciso tomar medidas em relação às ilhas sem hospital, para se poder recuperar o conjunto de consultas de especialidade que estão em atraso”.

“Sabemos a situação que a região viveu nos últimos meses, essas consultas deixaram de existir, é necessário criar um plano concreto de recuperação dessas consultas e isso passa, na nossa opinião, pelo reforço da deslocação de especialistas às ilhas sem hospital”, concretizou.

O líder regional comunista apontou, ainda, para a “necessidade de se recuperar um conjunto de cirurgias que se deixaram de realizar nos últimos meses, devido, naturalmente, às questões da pandemia de covid-19”.

Da visita prolongada à ilha das Flores, destacou ainda “o conjunto de produtos de excelência” que lá são produzidos, “nomeadamente os seus iogurtes, o seu leite, o seu queijo”, apelando à criação de “condições para o escoamento destes produtos, para que seja possível comercializar em toda a região e também no seu exterior”.

A campanha eleitoral decorre entre 11 e 23 de outubro, estando o sufrágio marcado para o dia 25.

Nas eleições regionais açorianas existe um círculo por cada uma das nove ilhas (São Miguel, Terceira, Faial, Pico, São Jorge, Graciosa, Santa Maria, Flores e Corvo) e um círculo regional de compensação, reunindo os votos que não foram aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

Ao todo, são 13 as forças políticas que se candidatam aos 57 lugares da Assembleia Legislativa Regional: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

A CDU concorre por todos os círculos eleitorais.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

Estão inscritos para votar 228.999 eleitores.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

Vasco Cordeiro, líder do PS/Açores e presidente do Governo Regional desde as legislativas regionais de 2012, após a saída de Carlos César, que esteve 16 anos no poder, apresenta-se de novo a votos para tentar um terceiro e último mandato como chefe do executivo.

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