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O líder do CDS-PP/Açores e candidato às eleições legislativas regionais de 25 de outubro, Artur Lima, defendeu hoje a realização de uma auditoria aos programas de combate às listas de espera cirúrgicas na região.

Temos de fazer uma auditoria e uma sindicância a esses dois programas de combate às listas de espera e perceber onde é que está o entrave, porque é que ela não avança”, afirmou Artur Lima, numa conferência de imprensa, em Angra do Heroísmo, junto a um cartaz de propaganda do CDS-PP em que são destacadas algumas das propostas apresentadas pelo partido na última legislatura.

O dirigente centrista, que é cabeça de lista pelo círculo eleitoral da ilha Terceira, referia-se aos programas Vale Saúde e Cirurge, que preveem o encaminhamento de utentes para outras unidades de saúde, em caso de incapacidade de resposta dos hospitais públicos dentro dos tempos máximos de espera, apresentados pelo CDS-PP no parlamento açoriano, cujas verbas previstas “não foram esgotadas”.

“Ainda agora estive no continente, num hospital central, tinham em junho 4.000 inscritos para cirurgia geral e neste momento já não têm doentes para operar. Recuperaram uma lista de espera, num programa de recuperação de listas de espera. Aqui nos Açores há algo que não funciona”, frisou, alegando que é preciso “estudar esse sistema” e perceber o que está a correr mal.

Segundo os dados mais recentes, o número de açorianos em lista de espera cirúrgica ultrapassa os 12 mil.

A cerca de um mês das eleições legislativas regionais, o candidato centrista apelou ao voto no CDS-PP, lembrando as propostas do partido aprovadas nas últimas legislaturas, como a criação do COMPAMID, um apoio para a aquisição de medicamentos por pensionistas, a garantia de creche gratuita até ao sétimo escalão, a atribuição de um prémio de mérito para os estudantes do ensino superior e o aumento das diárias dos doentes deslocados.

“Peço aos açorianos que avaliem durante a legislatura o trabalho de cada grupo parlamentar e vão perceber que quem foi capaz de fazer uma oposição crítica e construtiva e capaz de propor medidas a favor dos açorianos foi o CDS“, sublinhou.

Segundo Artur Lima, o grupo parlamentar do CDS-PP na Assembleia Legislativa dos Açores, que lidera, conseguiu fazer aprovar estas propostas pela sua “justiça” e “caráter inovador”, mas também pela sua “capacidade de diálogo e de chegar a entendimento” com as restantes bancadas.

O candidato centrista pediu, no entanto, “mais força e mais votos”, alegando que se o PS perder a maioria absoluta o CDS poderá “fazer vingar ainda mais e melhor”.

“A nossa proposta era equiparar a diária dos doentes deslocados à dos membros do Governo, dos deputados e dos dirigentes da função pública. Não conseguimos, mas a diária já está nos 40 euros para os mais necessitados. Passo a passo vamos conseguindo. O COMPAMID queríamos mais, mas já conseguimos aumentar mais 20%”, afirmou.

As próximas eleições para o parlamento açoriano decorrem em 25 de outubro.

Nas anteriores legislativas açorianas, em 2016, o PS venceu com 46,4% dos votos, o que se traduziu em 30 mandatos no parlamento regional, contra 30,89% do segundo partido mais votado, o PSD, com 19 mandatos, e 7,1% do CDS-PP (quatro mandatos).

O BE, com 3,6%, obteve dois mandatos, a coligação PCP/PEV, com 2,6%, um, e o PPM, com 0,93% dos votos expressos, também um.

O PS governa a região há 24 anos, tendo sido antecedido pelo PSD, que liderou o executivo regional entre 1976 e 1996.

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