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Em comunicado, o CDS-PP Açores adianta que o deputado Pedro Pinto questionou o Governo liderado por José Manuel Bolieiro (PSD/CDS-PP/PPM) sobre se a modalidade Casa Aberta, de vacinação sem marcação, iniciada hoje em Ponta Delgada para residentes em São Miguel, é uma “iniciativa exclusiva” da unidade de saúde daquela ilha ou se “está prevista a implementação também na ilha Terceira”, outra das mais populosas dos Açores e onde o executivo já assumiu ter o processo de vacinação mais atrasado.

Lembrando a recomendação do grupo parlamentar do CDS-PP na reunião plenária de julho para vacinação contra a covid-19 dos estudantes universitários durante as férias de verão, o deputado perguntou ainda quantos daqueles alunos e candidatos “foram já vacinados e quantos já estão agendados para vacinação nos próximos tempos”.

O requerimento dirigido ao Governo Regional questionou também, “por cada concelho, qual a percentagem de população vacinada, com uma dose e com duas doses, nos diversos grupos etários definidos para o processo de vacinação contra a covid-19 nos Açores”.

Quanto à modalidade Casa Aberta, anunciada pela Unidade de Saúde de Ilha de São Miguel (USISM) e iniciada hoje para todos os maiores de 18 anos, o deputado quer que o Governo “esclareça se este processo se encontrava contemplado no plano de vacinação dos Açores e em que moldes foi programado”.

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Pedro Pinto questionou, ainda, sobre “qual o envolvimento da ‘task force’ criada pelo Governo Regional e quantas vacinas estão disponíveis para a USISM utilizar na referida iniciativa”.

O Centro de Vacinação de Ponta Delgada, Açores, entrou hoje em modo “Casa Aberta” para vacinar contra a covid-19 todos os residentes de São Miguel com idade igual ou superior a 18 anos, mesmo sem marcação.

A informação foi divulgada na terça-feira em comunicado pela Unidade de Saúde da Ilha de São Miguel (USISM) e fonte oficial ouvida pela Lusa esclareceu que a intenção é atingir 2.000 inoculações diárias: 1.000 utentes com marcação e outros tantos sem agendamento.

A iniciativa “Casa Aberta”, destinada a todos os residentes na ilha açoriana com “idade igual ou superior a 18 anos”, que ainda não tenham sido vacinados contra a covid-19, decorre entre as 10:00 e as 18:00 e pode prolongar-se por seis dias ou menos, dependendo da adesão, indicou a mesma fonte da USISM.

A opção pela modalidade “Casa Aberta”, de vacinação sem agendamento prévio, foi uma forma encontrada pela USISM para tentar contornar as dificuldades dos serviços nos contactos telefónicos, cuja taxa de sucesso é atualmente baixa, na ordem dos 50%, acrescentou.

A USISM esclareceu estar em causa “um processo de vacinação simples e não requer marcação prévia”, prevendo-se 120 inoculações por hora.

Sendo esgotada a capacidade diária de 1.000 vacinas sem marcação, “o utente deve voltar no dia seguinte”, indicou a USISM.

Os Açores vão intensificar a vacinação contra a covid-19 nas ilhas Terceira e São Miguel a partir desta semana, alargado os horários e o número de inoculações diárias, anunciou na quinta-feira o secretário regional da Saúde.

“Em São Miguel, serão ultrapassadas as 2.000 doses diárias. Na Terceira, [vão ser] entre as 1.000 e as 1.500 doses diárias”, disse o titular da pasta da Saúde nos Açores, Clélio Meneses.

As ilhas Terceira e São Miguel, as duas mais populosas dos Açores, são as que têm taxas de vacinação mais baixas.

Sete das nove ilhas dos Açores têm mais de 70% da população inoculada com pelo menos uma dose da vacina contra a covid-19 e cinco ilhas têm mais de 70% com vacinação completa: Corvo, Santa Maria, São Jorge, Graciosa e Pico.

Desde 31 de dezembro de 2020 e até 02 de agosto, foram vacinadas nos Açores 145.562 pessoas com a primeira dose (61,5%) e 137.897 com vacinação completa (58,2%), no âmbito do Plano Regional de Vacinação, segundo dados da Autoridade de Saúde Regional.

A pandemia de covid-19 fez pelo menos 4.247.231 mortos em todo o mundo, entre mais de 199,5 milhões de casos de infeção pelo novo coronavírus, desde que a OMS detetou a doença na China em finais de dezembro de 2019, segundo o balanço da AFP com base em dados oficiais.

Em Portugal, desde o início da pandemia, em março de 2020, morreram 17.412 pessoas e foram registados 977.406 casos de infeção, segundo a Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil e Peru.

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