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A Comissão Política da ilha Terceira do CDS-PP manifestou hoje preocupação pela “falta de clareza” do Governo da República sobre a ligação do cabo de fibra ótica aos Açores.

De acordo com um comunicado dos centristas, o Governo da República “deverá cumprir com as recomendações do Governo Regional relativamente à ligação do cabo de fibra ótica, pois trata-se de uma competência do Estado português”.

Os centristas da ilha Terceira referem que, “no final de 2019, foi entregue ao Governo da República um conjunto de recomendações para um projeto que deveria estar operacional em 2025”.

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“Em 2021, a região é confrontada com a proposta de um novo modelo de conexão por parte da empresa subconcessionária, IP Telecom, onde se constata que foi feita tábua rasa das recomendações do grupo de trabalho de 2019”, alerta o CDS/PP.

Para aquela força política, as estratégias “não podem ser alteradas à revelia da região, como se as ligações de fibra ótica do território continental aos Açores nada tivessem a ver com os açorianos, e como se isso não tivesse qualquer impacto nas suas vidas e na organização das suas empresas”.

Segundo o CDS-PP, “é fundamental que haja redundância na ligação por fibra ótica do arquipélago ao continente português com pelo menos dois pontos de amarração nos Açores e dois pontos de amarração no território continental, numa configuração tal que não deixe a região completamente isolada em termos de comunicações caso surja algum problema com um dos cabos, o que seria um retrocesso civilizacional inaceitável”.

O CDS-PP da Terceira diz que alertou para “o fim próximo da vida útil do anel interno [de cabos submarinos] que liga as restantes sete ilhas dos Açores”, pelo que “é inaceitável que o projeto que o Governo da República prevê implementar não contemple a substituição dos cabos que ligam as ilhas entre si”.

O presidente do Governo dos Açores (PSD/CDS-PP/PPM), José Manuel Bolieiro, alertou na segunda-feira que “ainda não está tudo resolvido” no processo dos cabos submarinos, expressando “preocupação” sobre a manutenção dos atuais cabos até à sua substituição.

Bolieiro criticou o “atraso” na substituição dos cabos (cuja vida útil termina em 2024/2025) e salientou que o executivo realizou uma “pronta e atempada defesa dos interesses dos Açores” desde o início do processo.

A 15 de dezembro, o ministério das Infraestruturas defendeu que “este é o momento de implementar”, e “não alterar”, o projeto de substituição de cabos submarinos de ligação às regiões autónomas, notando que a conexão interilhas açorianas sempre esteve prevista para momento posterior.

O ministério tutelado por Pedro Nuno Santos assegurou que “sempre foi claro que a substituição dos cabos interilhas só poderá ocorrer posteriormente à implementação do projeto Atlantic CAM”.

Os centristas da Terceira analisaram, também, o desempenho do setor turístico, sendo que “após uma análise dos últimos dados publicados, constata-se que 2022 foi o melhor ano de sempre na Aerogare Civil das Lajes, tendo-se ultrapassado os 800.000 passageiros, totalizando a 30 de novembro de 2022, 803.783 passageiros”.

De acordo com o CDS-PP, o crescimento turístico na ilha “está claramente ligado a uma nova visão de desenvolvimento e promoção turística deste Governo Regional que iniciou a captação de novas rotas internacionais, nomeadamente Montreal, Nova Iorque, Londres, Oakland, mantendo as anteriores ligações a Boston e Toronto”.

O CDS-PP destaca a “importância que a Aerogare Civil das Lajes tem tido internacionalmente, destacando que a consolidação desta no panorama internacional da aviação civil é demonstrada ainda com a contabilização de 150 escalas técnicas até 30 de novembro de 2022.

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