Segundo uma nota de imprensa, o grupo terá também como missão acompanhar o processo de abastecimento de bens e mercadorias às ilhas do grupo Ocidental (Flores e Corvo), “sem prejuízo da eficaz atuação do Governo Regional, da Proteção Civil e do Governo da República, nomeadamente no cumprimento com prontidão do seu dever de solidariedade”.

“Importa agora acompanhar a implementação das respostas da administração pública regional às necessidades das populações, das empresas e do esforço de reconstrução”, de acordo com os centristas.

O grupo de trabalho, no quadro da Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, deve disponibilizar, em sede parlamentar, a “devida informação sobre implementação das medidas previstas no processo de ajuda e reconstrução às ilhas e populações afetadas”.

Durante a passagem do “Lorenzo” pelos Açores foram registadas 255 ocorrências e 53 pessoas tiveram de ser realojadas.

A passagem causou a destruição total do porto das Lajes das Flores, o que colocou em risco o abastecimento ao grupo Ocidental.

No total, o mau tempo provocou prejuízos de cerca de 330 milhões de euros, segundo o Governo Regional dos Açores.

O Conselho de Ministros aprovou entretanto, na quinta-feira, a resolução que declara a situação de calamidade na sequência dos prejuízos gerados pelo “Lorenzo”.

A declaração de calamidade pública está prevista na Lei de Bases da Proteção Civil, podendo ser decretada “face à ocorrência ou perigo de ocorrência” de acidente grave ou catástrofe, e inclui um “regime especial de contratação pública de empreitadas de obras públicas, fornecimento de bens e aquisição de serviços”.