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Esta intervenção foi provocada por uma iniciativa legislativa do PAN que visava ilegalizar a prática da “Ferra” de gado bravo nos Açores, ao propor substituir a marcação com fogo ou azoto líquido por microchips, argumentando que esse seria um processo praticamente indolor e sem qualquer maneio forçado do animal.

“Mas como é possível identificar no meio da manada o touro que foi escolhido à distância no pasto, se as únicas marcações que o touro terá estarão num microchip no interior do animal?”, questionou Pedro Pinto.

“É mesmo não perceber nada de marcação de gado bravo!”, declarou. “O PAN apregoa que se preocupa com os animais, mas a proposta que apresenta será causadora de muito maior stress do que a tradicional ferra, porque os animais passarão a vida a ser manuseados e confinados para a leitura dos microchips.”

No entender do deputado Pedro Pinto, “com esta proposta, o PAN comete dois atentados: o primeiro é contra a cultura do nosso país, querendo apagar artificialmente o nosso passado histórico; o segundo é contra a biodiversidade, pois o fim das nossas tradições culturais taurinas terá como consequência a extinção do touro bravo. Por este caminho, qualquer dia nem num jardim zoológico será possível ver um touro.”

Pedro Pinto desafiou o deputado do PAN a ser “mais honesto, propondo o fim das touradas em vez de andar de roda a criar dificuldades artificiais”, confrontando-o com o manifesto eleitoral do PAN para as eleições legislativas de 2022, no qual é assumido claramente o objetivo de abolir as touradas.

A iniciativa do PAN acabou por ser chumbada pelo Parlamento Açoriano, com os votos contra da bancada parlamentar do CDS-PP. “O CDS-PP está e estará aqui para impedir os ataques à nossa cultura, designadamente contra quem tenta, através deste parlamento, impor uma esterilização dos valores e tradições açorianos”, concluiu Pedro Pinto.

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