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O CDS-PP defendeu hoje a “responsabilidade” do Plano e Orçamento para 2023, considerando “que o caminho do desenvolvimento social e económico não se faz prometendo tudo, a todos, a todo o instante, fingindo que os recursos são ilimitados”.

“Este Orçamento assenta na responsabilidade de demonstrar que estes documentos não podem ser avaliados apenas pela sua dimensão quantitativa, que não são simples coleções de números, como se de uma competição de quem teve o maior número se tratasse”, disse Catarina Cabeceiras, líder parlamentar do CDS-PP no parlamento regional.

A deputada assinalou ainda “a responsabilidade de avaliar”, perante o contexto mundial e europeu, nacional e regional, “as dificuldades e todos os desafios que se avizinham”, apresentando “um novo ciclo de políticas de apoio ao desenvolvimento económico e social”.

“Esta tem sido uma extraordinária jornada. Um trabalho árduo e convicto no desenvolvimento das nossas ilhas e na melhoria de vida dos nossos concidadãos. No entanto, da mesma forma que não nos conformamos a cada conquista, a cada dado positivo, a cada avanço, também não nos conformamos e não desistimos a cada retrocesso”, observou.

O CDS-PP tem “a plena consciência do esforço necessário para enfrentar os tempos desafiantes que se avizinham”.

“Contudo, é premente que, ao contrário da propaganda do passado, os valores previstos nestes documentos sejam realmente executados. Que se concretizem as ações pelas quais durante tantos anos muitos açorianos nas diversas ilhas aguardaram, investimentos muitas vezes estruturantes para essas ilhas”, defendeu.

O CDS-PP diz nunca ter abdicado “de ser parte da solução, apesar de ter ficado evidente que a região tem hoje alguma da oposição que é incapaz, pessimista e resignada”.

“Enquanto a coligação é garante de responsabilidade e estabilidade, a oposição do PS de Vasco Cordeiro oferece aos açorianos uma mão cheia de nada. Enquanto a coligação está preparada para responder à conjuntura difícil que todos vivemos, o PS encontra problemas onde eles não existem e tarda em apresentar soluções realistas”, censurou.

Por outro lado, “enquanto a coligação tem um projeto político sólido e coeso, o PS não apresenta uma alternativa fidedigna e capaz de cativar as pessoas”.

“O PS abdicou de apresentar um projeto político alternativo e hoje resume-se a ser um partido de protesto. O legado deste PS de Vasco Cordeiro condiciona hoje o desenvolvimento dos Açores e compromete o futuro das novas gerações”, afirmou.

Não é possível esquecer que, “apesar de ter existido uma mudança governativa, o passado não se apaga, não se inicia do zero e os documentos provisionais que analisamos e debatemos nestes dias são condicionados por uma história”, criticou.

“Este legado do Partido Socialista e a falta de foco na apresentação de soluções concretas e credíveis, comprovam que esta solução governativa está no bom caminho”, vincou.

O Orçamento dos Açores para 2023, de cerca de 1,9 mil milhões de euros, começou na segunda-feira a ser debatido no plenário da Assembleia Legislativa Regional, onde a votação final global deve acontecer na quinta ou na sexta-feira.

A Assembleia Legislativa dos Açores é composta por 57 deputados e, na atual legislatura, 25 são do PS, 21 do PSD, três do CDS-PP, dois do PPM, dois do BE, um da Iniciativa Liberal, um do PAN, um do Chega e um deputado independente (eleito pelo Chega).

PSD, CDS-PP e PPM, que juntos representam 26 deputados, assinaram um acordo de governação.

A coligação assinou ainda um acordo de incidência parlamentar com o Chega e com o deputado independente Carlos Furtado (ex-Chega) e o PSD um acordo com a IL.

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